Quem quer ser freira ou padre? Igreja começa mês das vocações

Todos os anos, em agosto, os católicos celebram o mês das vocações. O tema toma conta dos encontros para debater o lugar de cada um no trabalho da igreja. Com um grupo de mais de mil religiosos, entre padres, freiras, diáconos e seminaristas, o mês especial também têm a missão de atrair mais jovens para o trabalho nas paróquias e conventos.

Escrito por: Elaine Rodrigues3 min de leitura
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Irmã Elaine das Pequenas Missionárias de Maria Imaculada

Flávio Pereira/Meon

Todos os anos, em agosto, os católicos celebram o mês das vocações. O tema toma conta dos encontros para debater o lugar de cada um no trabalho da igreja. Com um grupo de mais de mil religiosos, entre padres, freiras, diáconos e seminaristas, o mês especial também têm a missão de atrair mais jovens para o trabalho nas paróquias e conventos.

À primeira vista, comparado a outras profissões, são poucos os candidatos a padre. Na RMVale, são cerca de 80 seminaristas, considerando apenas os que estão sendo formados para trabalhar nas paróquias da região. Ao todo, a RMVale conta com 376 sacerdotes,  208 diáconos e, ao menos, 400 frades e freiras.

Alexandre Rodolfo Aparecido da Costa, 36 anos, está terminando sua formação no seminário diocesano de São José dos Campos. Ordenado diácono no último mês de junho, já está na última fase de preparação antes de entrar para a vida sacerdotal. “Devo ser ordenado padre no final deste ano, conforme nosso bispo dom César definir. Estou muito feliz e realizado, e é isso que me faz ter certeza que nasci para isso e que aqui é meu lugar, minha vocação”, conta.

Formado em mecânica pelo Senai, Costa viveu sua juventude como todos os outros jovens de sua idade. Namorou, trabalhou em diversos empregos, até que aos 28 anos entrou para a vida religiosa. “Pensava em ser padre desde os 15 anos. Não tinha certeza. Fiz muitos encontros vocacionais até ter certeza. Tem muitos jovens que têm medo dos encontros. Mas são eles que ajudam a ter clareza. Se você sente vontade, não pode ter medo, tem que procurar orientação”, conclui.

Freiras
Em São José dos Campos, cresce aos poucos, uma das maiores congregações da RMVale, as Pequenas Missionárias de Maria Imaculada. Irmãs dedicadas ao serviço social e ainda às áreas de saúde e educação. As 228 freiras que compõe o grupo de religiosas, administram hospitais, escolas e já possuem casas pelo Brasil e até mesmo fora do país.

Aos 31 anos, a irmã Elaine do Santíssimo Sacramento, nome que adotou no noviciado, é só sorrisos. O rosto sereno só muda a expressão para um ar mais melancólico quando lembra da família. “A saudade é único sentimento que, no começo, doía muito. Não estava acostumada a ficar longe de meu pai e do meu irmão. Mas os vejo sempre e aqui tenho uma outra grande família também”, conta.

Elaine entrou para o convento aos 23 anos, depois de namorar e dançar muito, como brinca. No convento, viveu todas as fases de formação de uma religiosa, no ano passado, já entre as noviças, viveu o chamado Ano Canônico, quando fica isolada da sociedade por um ano para se preparar para seus votos.

“A gente passa por quase 15 anos de formação antes dos votos perpétuos. Ninguém é obrigada a ser religiosa. É uma opção de amor, de vocação, que se confirma com a felicidade que sinto quanto estou trabalhando e vivendo aqui”, detalha.

Vocações religiosas
Para a igreja, este é o tempo onde especialmente os jovens católicos são convidados a refletir sobre o que querem para o futuro. Para isso, a jovem freira deixa uma dica. “Você sabe qual é sua vocação, quando aquilo que você faz preenche um vazio no seu peito e você se sente realizado, feliz”.

Já o futuro padre Alexandre completa e afirma: “não tenha medo, é Deus quem escolhe e convida seus filhos para o serviço. Acredito que não vão faltar padres e religiosos em nossa Igreja”.

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