Produtores da região se unem para produção de mel de qualidade

A 5ª edição do Rally da Apicultura realizada na sede da Coordenadoria de Assistência Técnica Integral (Cati) de Ubatuba, contou com a presença de cerca de 20 apicultores profissionais e amadores da região do Vale do Paraíba. O Rally é um dos programas do projeto Arranjo Produtivo Local (APL) de Apicultura Sustentável do Vale do Paraíba.

Escrito por: Patrícia Rosseto4 min de leitura
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18/7/2014 - Apicultores aprendem e discutem a produção do mel em projeto no Cati de Ubatuba (Patrícia Rosseto/Imprensa Livre)

Apicultores discutem a produção do mel em projeto do Cati em Ubatuba

Patrícia Rosseto/Imprensa Livre

A 5ª edição do Rally da Apicultura realizada na sede da Coordenadoria de Assistência Técnica Integral (Cati) de Ubatuba, contou com a presença de cerca de 20 apicultores profissionais e amadores da região do Vale do Paraíba. O Rally é um dos programas do projeto Arranjo Produtivo Local (APL) de Apicultura Sustentável do Vale do Paraíba.

O principal objetivo do evento foi reunir os produtores e impulsionar a criação de associações e parcerias para o desenvolvimento da apicultura regional, evitando a centralização e elitização do produto. O Rally também teve a tarefa de mapear os produtores da região.

O programa quer fomentar em associações e parcerias a produção local, com vistas de no futuro ter no mercado os produtos da apicultura com o selo de qualidade do mel da Mata Atlântica.

De acordo com Marcos Aurélio Moreira, secretário da Cooperativa Agropecuária do Vale do Paraíba (Coap Vale) e também apicultor de mel e pólen, o nome dado ao programa, Rally, reflete a ideia do projeto de ir a campo, percorrendo as 43 cidades que formam o Vale, atuando diretamente nas principais questões regionais da produção de mel.

Segundo Jardel Busarelle, consultor de agronegócios do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae), escritório regional de São José dos Campos, a ideia é importante, pois impulsiona debates da produção localmente e não apenas como acontece em congressos de grande porte, como o estadual, onde não há a possibilidade de contato mais próximo e troca de experiências cotidianas. “Precisamos conversar com apicultores na região em que produzem, explicar projetos, trocar informações e contatos, criando e ampliando a rede”, explicou ele.

Ainda segundo Busarelle, a apicultura tem tido problemas de sucessão, sendo abandonadas pelas gerações seguintes. “Se isso acontecer, serão extintos os pequenos produtores e a produção ficará nas mãos de grandes conglomerados”, declarou.

Para ele, “cada apicultor que perdemos, são 100 anos de conhecimento – os 70 anos que ele viveu como apicultor e os 30 anos que aprendeu sobre a produção com seu pai”, acredita Busarelle.

O consultor explica que no mercado o apicultor tem que estar preparado para as surpresas que virão, buscando primeiramente a excelência em sua produção, certificações, selos e o preparo de gestão financeira. “É melhor estar preparado para a oportunidade do que ela chegar e o apicultor não ter preparo para atender”, declarou.

O Centro de Estudos Apículas (CEA) da Universidade de Taubaté (Unitau), com 25 anos de existência, é um dos apoiadores das associações de apicultores, oferecendo análises técnicas e assistência técnicas ao desenvolvimento de projetos. “Nós fazemos o que gosto de chamar de “pesquisação”, não apenas a pesquisa dentro do laboratório, mas também frequentando o meio de produção”, explicou Édson Timóteo Soares, biólogo especialista em apicultura no CEA.

Para o técnico em agropecuária e especialista em apicultura da Cati de Ubatuba, José Carlos dos Santos, a integração dos profissionais da área é necessária para o desenvolvimento da cultura do mel. “Precisamos de parcerias, como as que temos no sítio agroecológico, onde produtores da região do Vale hospedam suas abelhas aqui em Ubatuba”, explica.

O programa conta com o apoio e participação do Cati, Coapvale, Unitau, Central de Negócios – AgroSebrae, Sebrae e Fibria.

O Rally foi finalizado com uma visitação a uma produção apícola da Fazenda Velha, local de produção agroecológica que abastece quitandas, feiras e inclusive a Rede Agroecológica Caiçara.

Rede Agroecológica
A Rede Agroecológica Caiçara é um grupo formado por agricultores com o objetivo de comercializar seus produtos orgânicos ao consumidor final. Gerando um novo tipo de mercado com produtos orgânicos e estimulando a produção.

Para adquirir os produtos da rede agroecológica, deve-se enviar um e-mail para cadastro e posteriormente fazer compra. Uma lista de produtos com preços é enviada via e-mail todas quartas-feiras para realização do pedido. O e-mail da rede agroecológica é [email protected] 

A lista também pode ser encontrada no Facebook, no grupo Rede Caiçara. Os produtos devem ser retirados na Cati (praça Teodorico de Oliveira, 38, Ilha dos Pescadores), às quartas-feiras, das 10h30 às 12h30.

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