Jacareí repassará R$ 20 mi por ano a novas organizações sociais

Os futuros contratos de gestão da UPA (Unidade de Pronto-Atendimento) do Parque Meia Lua e do SIM (Serviço Integrado de Medicina), em Jacareí, somarão mais de R$ 20 milhões por ano. A prefeitura vai transferir a administração dessas unidades para Organizações Sociais. O chamamento público que definirá as futuras gestoras foi lançado nesta sexta-feira (12) […]

Escrito por: João Pedro Teles3 min de leitura
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Os futuros contratos de gestão da UPA (Unidade de Pronto-Atendimento) do Parque Meia Lua e do SIM (Serviço Integrado de Medicina), em Jacareí, somarão mais de R$ 20 milhões por ano.

A prefeitura vai transferir a administração dessas unidades para Organizações Sociais. O chamamento público que definirá as futuras gestoras foi lançado nesta sexta-feira (12) pelo prefeito Izaias Santana (PSDB) e a expectativa é que os futuros contratos sejam assinados em 60 dias.

“Três fatores justificam a nossa escolha pelas OSs. A primeira é a mudança do perfil profissional, que atualmente não quer se prender em um contrato fixo, mas prefere tomar conta de seus horários como profissional liberal. Além disso, ainda há a questão da falta de profissionais no mercado e o fato de a prefeitura ainda não ter um salário que seja considerado atrativo pela categoria”, disse o tucano.

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O prefeito Izaias Santana durante o anúncio desta sexta-feira

Pedro Ivo Prates/Meon

Melhorias

No caso do SIM, que funciona como um ambulatório de especialidades, o número de atendimentos deverá saltar de 12 mil para 18 mil consultas por mês, segundo a administração municipal.

A prefeitura deverá repassar de R$ 13,650 milhões por ano para a futura gestora da unidade. Deste total, R$ 500 mil serão destinados apenas para a compra de equipamentos.

O contrato contemplará também a realização de exames como ultrassonografia, endoscopia, ecocardiograma e raio X –serão 3.200 mensalmente, segundo a administração municipal– e 200 pequenas cirurgias.

Na UPA do Parque Meia Lua, o repasse previsto é de R$ 6,650 milhões por ano, R$ 100 mil apenas para a modernização do mobiliário. A unidade também será ampliada, absorvendo o espaço que hoje é usado como base do Samu, e ganhará um aparelho de raio X e um laboratório de análises clínicas, permitindo que exames de urgência sejam realizados no próprio bairro.

Atualmente, a UPA atende 4.700 pacientes por mês.

Izaias enalteceu os avanços que espera obter com o novo modelo de gestão, mas pediu o apoio da população para fiscalizar os serviços.

“Em todo contrato, se não houver fiscalização, há acomodação. A tendência é abrir espaço para o abuso e a corrupção. Quando há responsabilidade e controle, o modelo não vicia e funciona”, afirmou.

A data para abertura dos envelopes com as propostas das entidades interessadas está marcado para 14 de junho.

Modelo

A contratação de organizações sociais para a gestão das duas unidades reproduz modelo adotado na nova UPA Infantil da cidade, inaugurada no início de abril sob a gestão da Sociedade Beneficente Caminho de Damasco. O contrato da UPA Infantil foi fixado em R$ 13,6 milhões por ano.

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