Reino Unido e Alemanha não atacarão Estado Islâmico
A Alemanha e Reino Unido descartaram nesta quinta-feira participarem de ataques aéreos contra o grupo Estado Islâmico na Síria, um dia depois de o presidente norte-americano Barack Obama ter autorizado o início desse tipo de operação em território sírio. “Não nos foi solicitado e não faremos isso”, declarou o ministro de Relações Exteriores…

A Alemanha e Reino Unido descartaram nesta quinta-feira participarem de ataques aéreos contra o grupo Estado Islâmico na Síria, um dia depois de o presidente norte-americano Barack Obama ter autorizado o início desse tipo de operação em território sírio.
“Não nos foi solicitado e não faremos isso”, declarou o ministro de Relações Exteriores alemão, Frank-Walter Steinmeier, aos jornalistas ao ser perguntado sobre a participação alemã nos ataques aéreos contra o grupo Estado Islâmico, tendo em vista o discurso de Obama.
“Precisamos ser honestos com nós mesmos na atual situação. Ainda não temos uma estratégia final abrangente que garanta que teremos sucesso contra o Estado Islâmico e grupos semelhantes”, disse o ministro alemão em Berlim.
Seu homólogo britânico, Philip Hammond, descartou a realização de ataques aéreos na Síria depois de o Parlamento do país ter proibido esse tipo de medida no ano passado.
O Estado Islâmico controla territórios na Síria e no Iraque. Em seu discurso na noite de quarta-feira, Obama também anunciou planos para expandir a campanha de ataques no Iraque.
“Nós ouvimos cuidadosamente na noite passada o que o presidente dos Estados Unidos tinha a dizer. Nós apoiamos totalmente a abordagem norte-americana de desenvolver uma coalizão internacional e regional de suporte ao governo iraquiano”, disse Hammond após conversar com seu colega alemão, acrescentando que o Reino Unido estuda agora como contribuir para a ação.
Austrália e Japão ofereceram nesta quinta-feira apoio ao projeto de Obama para combater o grupo Estado Islâmico, enquanto a ChiNa não deixou claro se vai participar da coalizão, liderada pelos Estados Unidos.
O primeiro-ministro australiano, Tony Abbott, já havia declarado, antes mesmo do discurso de Obama, que o grupo militante representa uma ameaça não apenas no âmbito internacional, mas no doméstico, já que pelo menos 60 australianos já se juntaram às fileiras insurgentes no Oriente Médio.
A Austrália deve enviar até 24 aeronaves Super Hornet que participarão dos ataques aéreos contra posições de combatentes do Estado Islâmico, assim como conselheiros militares em terra para auxiliar o Exército iraquiano.
O governo australiano se prepara para anunciar uma elevação no nível de alerta nos próximos dias. Nesta semana, dois homens foram detidos e acusados de ajudar a organizar a coleta de recursos e a viagem de cidadãos australianos para a Síria, para se juntarem aos insurgentes. Fonte: Dow Jones Newswires.
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