Obras em condomínio em São José continuam mesmo após aviso de quarentena
Moradores que respeitam as orientações de órgão de saúde temem correr risco de contaminação

Moradores de um condomínio residenciai, no Urbanova, em São José dos Campos, estão preocupados com a circulação de operários que entram e saem do local mesmo após aviso de quarentena, em meio à pandemia de coronavírus (Covid-19).
Desde o início da semana, quando a Prefeitura de São José decretou situação de emergência e adotou medidas restritivas para tentar conter o avanço da doença, moradores do condomínio Aphaville estariam notando esse cenário: obras que estariam sendo feitas em diversos imóveis.
Um desses moradores, que não quis se identificar, disse que apesar do apelo dos órgãos de saúde os trabalhadores continuariam a chegar ao condomínio pelas manhãs, colocando em risco toda a quarentena estabelecida e “furando o decreto municipal”.
Segundo esse mesmo morador sua família começou a quarentena há uma semana e meia. Ele, assim como os demais moradores, fazem parte de um grupo de mensagens onde são compartilhadas informações sobre o condomínio e todos teriam ficado chocados com a situação.
“A gente tomou conhecimento do decreto municipal, que recomenda evitar aglomerações, e todos os moradores ficaram surpresos com o fato de que as obras continuam a todo vapor dentro do condomínio. Temos cerca de 100 a 200 pessoas entrando no condomínio diariamente na parte da manhã. São pessoas que estão transitando na cidade e, provavelmente, boa parte utiliza o transporte público. Na nossa opinião isso ‘fura’ a quarentena e traz risco para todo mundo”, contou.
Outro morador do Aphaville, que pediu para não ter o nome divulgado, também confirmou essa situação.
“Diariamente as obras estão cheias de pessoas e prestadores de serviço, que se aglomeram na entrada do condomínio. Se o momento é de quarentena tem que ser para todos. Já fizemos reclamações aos proprietários, mas eles se recusam a interromper as atividades. São serviços complementares não emergenciais que expõe milhares de pessoas diariamente”, lamentou.
A reportagem entrou em contato com a direção do condomínio e foi informada de que constantemente orienta seus associados, mas que por lei não tem autonomia para impedir que uma obra privada seja impedida.
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