Obras em condomínio em São José continuam mesmo após aviso de quarentena

Moradores que respeitam as orientações de órgão de saúde temem correr risco de contaminação

Escrito por: Jefferson Santos2 min de leitura
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Moradores de um condomínio residenciai, no Urbanova, em São José dos Campos, estão preocupados com a circulação de operários que entram e saem do local mesmo após aviso de quarentena, em meio à pandemia de coronavírus (Covid-19).

Desde o início da semana, quando a Prefeitura de São José decretou situação de emergência e adotou medidas restritivas para tentar conter o avanço da doença, moradores do condomínio Aphaville estariam notando esse cenário: obras que estariam sendo feitas em diversos imóveis.

Um desses moradores, que não quis se identificar, disse que apesar do apelo dos órgãos de saúde os trabalhadores continuariam a chegar ao condomínio pelas manhãs, colocando em risco toda a quarentena estabelecida e “furando o decreto municipal”.

Segundo esse mesmo morador sua família começou a quarentena há uma semana e meia. Ele, assim como os demais moradores, fazem parte de um grupo de mensagens onde são compartilhadas informações sobre o condomínio e todos teriam ficado chocados com a situação.

“A gente tomou conhecimento do decreto municipal, que recomenda evitar aglomerações, e todos os moradores ficaram surpresos com o fato de que as obras continuam a todo vapor dentro do condomínio. Temos cerca de 100 a 200 pessoas entrando no condomínio diariamente na parte da manhã. São pessoas que estão transitando na cidade e, provavelmente, boa parte utiliza o transporte público. Na nossa opinião isso ‘fura’ a quarentena e traz risco para todo mundo”, contou.

Outro morador do Aphaville, que pediu para não ter o nome divulgado, também confirmou essa situação.

“Diariamente as obras estão cheias de pessoas e prestadores de serviço, que se aglomeram na entrada do condomínio. Se o momento é de quarentena tem que ser para todos. Já fizemos reclamações aos proprietários, mas eles se recusam a interromper as atividades. São serviços complementares não emergenciais que expõe milhares de pessoas diariamente”, lamentou.

A reportagem entrou em contato com a direção do condomínio e foi informada de que constantemente orienta seus associados, mas que por lei não tem autonomia para impedir que uma obra privada seja impedida.

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