“Saída da Azul foi uma decisão do empresariado”, diz Sebastião Cavali

Secretário de Desenvolvimento Econômico explica motivos para aeroporto joseense estar sem companhia aérea

Escrito por: Rodrigo Ribeiro3 min de leitura
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Aeroporto joseense começou 2015 sem nenhuma companhia aérea

Flavio Pereira/Meon

Em encontro com empresários na sede do Ciesp (Centro das Indústrias do Estado de São Paulo), em São José dos Campos, realizado nesta segunda-feira (2), o secretário de Desenvolvimento Econômico da cidade, Sebastião Cavali, fez um panorama do cenário da aviação regional e explicou que a saída da companhia Azul Linhas Aéreas do terminal joseense é uma decisão do empresariado.

“Só para ter uma ideia, o ICMS do combustível em São Paulo é de 27% e em MG é 8%. Além disso, nenhuma companhia aérea tem avião com menos de 120 lugares e esses assentos não enchem aqui em São José”, explica Cavali.

“São José é lucrativo e temos dois milhões de habitantes aqui na região. Você acha que a pessoa prefere pousar em Congonhas-SP, enfrentar o trânsito de São Paulo, do que pousar em casa? Mas operar no Rio/São Paulo é mais lucrativo para as companhias e isso (saída das companhias) é uma decisão do empresariado”, diz Cavali.

Para o secretário, paradigmas precisam ser quebrados por todos -empresários, sociedade e políticos- para que São José volte a ser atraente para as companhias aéreas.

“Por que será que um avião de 120 lugares não enche aqui? É simples, quando um empresário e até mesmo nós da prefeitura pedimos uma passagem para o setor administrativo da empresa ou prefeitura, por exemplo, o quê eles fazem? Procuram na internet a passagem mais barata e não pensam no resto, no entorno, no trânsito que vamos pegar, etc.”, explica Cavali. “Isso é um costume e precisamos quebrar esse paradigma”, conclui.

A Infraero investiu R$ 16,68 milhões na modernização do terminal do aeroporto de São José e a área de embarque e desembarque, que antes era de 882 metros quadrados, ficou cinco vezes maior, com 5,9 mil metros quadrados. Com isso a capacidade de atendimento passou de 200 mil para 500 mil passageiros ao ano.

O aeroporto que começou a ser reformado em junho de 2013 e entregue em setembro, também recebeu novos guichês de check-in, salas comerciais e a capacidade de atender até três voos simultâneos.

Mesmo com o investimento, o aeroporto começou 2015 sem nenhuma companhia aérea operando no terminal e amarga queda nos números de pousos e decolagens e importações e exportações em 2014, na comparação com 2013.

Em 20 de dezembro do ano passado, a Azul Linhas Aéreas, única companhia que operava no aeroporto, encerrou suas atividades em São José alegando o baixo movimento apresentado no terminal, tornando as operações economicamente inviáveis.

Desde então, a Prefeitura de São José dos Campos busca parcerias com outras empresas que possam operar voos na cidade e também aguarda a elaboração da nova Medida Provisória para o Programa de Aviação Regional.

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