Saques recordes de poupança refletem aumento da inadimplência

Aumento das dívidas leva brasileiros a usar economias para pagar contas

Escrito por: Meon Redação2 min de leitura
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No período de fevereiro, os brasileiros têm usado cada vez mais a poupança para quitar suas dívidas, o que resultou em um saque recorde de R$ 11,5 bilhões. Esse valor é o maior já registrado para o mês desde 1995, segundo o Banco Central. Especialistas apontam que a alta taxa de juros, a sazonalidade e o acúmulo de contas explicam esse comportamento.

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Na prática, o rendimento da poupança está diretamente ligado à taxa de juros. Quando a taxa Selic ultrapassa 8,5% ao ano, o rendimento é de 0,5% ao mês mais a Taxa Referencial (TR). Se a Selic estiver abaixo ou igual a 8,5%, a poupança rende 70% do valor da taxa básica mais a TR. Atualmente, a Selic está em 13,75%, o maior patamar desde 2016, e era de 9,15% ao ano no início de 2022.

Dados da Serasa Experian mostram que o número de inadimplentes no país aumentou de 59,3 milhões para 70,1 milhões no mesmo período em 2023, enquanto a média de dívida por pessoa passou de R$ 3.926,40 para R$ 4.621,30, um aumento de 19%. Essa alta das dívidas é uma das razões pelas quais os brasileiros estão sacando mais dinheiro da poupança para quitá-las.

Além disso, os primeiros meses do ano são marcados pelo pagamento de impostos e reajustes escolares, o que leva as pessoas a usarem suas economias para arcar com esses custos. Por fim, a perda de competitividade em relação a outros títulos também tem incentivado as pessoas a sacarem mais dinheiro da poupança.

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