Seca faz produção de leite cair 30% em Cachoeira Paulista

Criadores de gado leiteiro em Cachoeira Paulista registraram queda de cerca de 30% na produção de leite por causa da estiagem. Sem chuvas, os pecuaristas da região têm investido em cursos, como o realizado na última semana de outubro, para aprender novas formas de sofrerem menos com as secas.

Escrito por: Elaine Rodrigues2 min de leitura
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Estiagem deixa gado sem pasto e derruba produção leiteira

Reprodução/Facebook

Criadores de gado leiteiro em Cachoeira Paulista registraram queda de cerca de 30% na produção de leite por causa da estiagem. Sem chuvas, os pecuaristas da região têm investido em cursos, como o realizado na última semana de outubro, para aprender novas formas de sofrerem menos com as secas.

Os cursos, realizados em parceria entre a Secretaria de Agricultura de Cachoeira e o Sindicato Rural, trazem informações sobre manejo de pastagens, com técnicas de produção e aproveitamento do solo, tecnologias e outros detalhes que podem melhorar a produção.

“Começamos com o projeto Balde Cheio, com capacitação para os produtores, para o qual tínhamos apoio do Sebrae, mas a entidade acabou deixando o projeto. Agora retomamos as palestras e vemos que quem já investiu no que aprendeu antes está conseguindo superar melhor o período de estiagem”, conta Carlos Aurélio Fontes Ferreira, engenheiro agrônomo e secretário adjunto de Agronomia d a Prefeitura de Cachoeira Paulista.

De acordo com Ferreira, a cidade conta com cerca de 130 produtores de leite, que produzem entre 100 e 16 mil litros ao dia. Sem pasto para alimentar o gado, a produção cai.

“A solução é a produção de cana-de-açúcar e o uso de técnicas para assegurar a alimentação mesmo na seca. Existem ainda programas de irrigação, mas isso é uma outra etapa, os nossos pecuaristas têm que aprender muita coisa ainda, como a recuperação do solo, o cuidado com as nascentes e outras técnicas sustentáveis”, explica.

Em novembro, ainda sem data definida, um fórum irá reunir mais uma vez os produtores para avaliar a situação atual, receberem nova formação e encontrar outras soluções para a estiagem. “Não tem formula mágica, é tudo planejamento. O nosso ano agrícola é diferente, vai de setembro a agosto. De acordo com o nosso calendário, as chuvas já estão atrasadas novamente, ano passado atrasou. Estamos esperando, mas é preocupante”, conclui Ferreira.

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