Sem luz no fim do túnel

2014 é mais um ano para ser esquecido pelo torcedor da Águia do Vale. O São José Esporte Clube passa, neste momento, por uma das piores crises de sua história. Fato que se repete como há 10 anos atrás. O ano de 2004 foi o último que o time, e os torcedores da Águia, sofreram com um rebaixamento, da A2 para a A3.

Escrito por: Meon Redação3 min de leitura
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2014 é mais um ano para ser esquecido pelo torcedor da Águia do Vale. O São José Esporte Clube passa, neste momento, por uma das piores crises de sua história. Fato que se repete como há 10 anos. O ano de 2004 foi o último em que o time e os torcedores da Águia, sofreram com um rebaixamento, da A2 para a A3.

E há muita coincidência entre os dois times. A principal é a de insistir em confiar o comando do futebol do clube a empresários. Em 2004, o futebol foi terceirizado por Antonio Mangino Neto. Em 2014, jogadores gerenciados pelo ex-atleta Alex Tatuí e pelo empresário Júnior Moraes são os responsáveis diretos pelo rendimento abaixo do esperado da equipe.

Em 10 jogos, o time somou apenas seis pontos, e está na lanterna da competição desde o início do campeonato (a coluna foi escrita antes da partida contra o Itapirense na tarde deste sábado). Na última sexta-feira (28), a crise ficou escancarada. Júnior Moraes, em nome da empresa Casa Soccer, se dispôs a colocar dinheiro no São José até o fim da temporada. No entanto, na hora de assinar o contrato, o presidente do São José EC, Benevides Ferneda, o Geleia, não apareceu, nem sequer deu satisfação para o empresário.

Moraes garantiu à imprensa que está fora da parceria, mas que continuará pagando os jogadores da empresa que atuam no clube. “Eu trouxe jogador sem custo pro time. O São José entra em campo com time mal treinado. Com a nossa saída, vamos manter os jogadores e vamos continuar pagando o salário deles e do treinador, se ele ficar”, completou durante coletiva.

Mas, a cada dia que passa, o rebaixamento à série A3 é iminente. Ainda faltam nove rodadas para o fim da primeira fase, mas sem estrutura por parte do clube, e sem investidores que garantam o pagamento dos salários dos jogadores, é possível afirmar hoje que o São José EC precisa de mais que um milagre para tentar reverter o que parece irreversível.

Espelho no rival
Há sete anos, o principal rival do São José, o Esporte Clube Taubaté viveu situação semelhante. Após a mudança na presidência, Elidemberg Nascimento foi responsável por uma das piores gestões do futebol do clube. Ele assumiu em 2006 -com o time na A2-, e deixou o cargo em 2008, com o Burrão rebaixado para a Série B do Paulista, a quarta divisão do Estadual.

A gestão de Geleia tem tudo para seguir esse caminho. Talvez, hoje, a principal saída para o São José é acabar com egos e toda politicagem envolvida dentro do clube. A união de interesses pode evitar um vexame ainda maior na história da Águia do Vale, única equipe da região que chegou próxima de ser o maior clube de São Paulo, com o vice-campeonato paulista de 89.

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