Servidores de Taubaté rejeitam proposta da Prefeitura e greve entra no décimo dia
Categoria recusou oferta que previa aumento do vale-alimentação e reajuste salarial de 2,5% apenas em 2027

A greve dos servidores municipais de Taubaté continua sem previsão de encerramento após a categoria rejeitar, em assembleia realizada nesta quarta-feira (10), a proposta apresentada pela Prefeitura durante uma reunião que durou mais de oito horas. O movimento, iniciado em 2 de junho, já é considerado o mais longo da história recente do funcionalismo público municipal.
A administração municipal apresentou uma nova proposta ao Sindicato dos Trabalhadores do Serviço Público Municipal (Sindserv), ao presidente da Câmara e ao líder do governo no Legislativo. Segundo a Prefeitura, há disponibilidade de aproximadamente R$ 10 milhões para atender parte das reivindicações da categoria, valor calculado com base na arrecadação do primeiro quadrimestre deste ano.
Entre os pontos ofertados pelo Executivo está o aumento do vale-alimentação para R$ 844,56 e a adoção do cálculo equivalente a três UFMTs (Unidades Fiscais do Município de Taubaté) a partir de setembro. A proposta também prevê um reajuste salarial de 2,5% referente ao exercício de 2026, mas com aplicação apenas em 2027, sendo 1% pago em janeiro e o restante em março.
Os servidores, entretanto, consideraram a proposta insuficiente. A categoria reivindica reposição salarial de 9,43%, reajuste dos benefícios, implantação de auxílio-transporte, melhorias na carreira funcional, revisão de adicionais e mudanças na contribuição previdenciária dos aposentados.
Desde o início da paralisação, a greve tem provocado impactos em escolas, creches, unidades de saúde e outros serviços públicos municipais. A Justiça determinou que pelo menos 70% dos servidores permaneçam em atividade durante o movimento, sob pena de multa diária ao sindicato.
Diante do impasse, uma audiência de conciliação entre Prefeitura e sindicato está marcada para a próxima segunda-feira (15). Até lá, a administração afirma permanecer aberta ao diálogo, enquanto os servidores mantêm a mobilização em busca de avanços nas negociações.
A greve teve início após sucessivas rodadas de negociação sem acordo. Os servidores alegam perdas salariais acumuladas e cobram valorização da categoria, enquanto a Prefeitura sustenta que a situação financeira do município limita a concessão de reajustes maiores neste momento.
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