Trabalhadores da fábrica da LG em Taubaté recusam a segunda proposta de indenização da empresa
Funcionários devem reiniciar greve na unidade a partir da próxima segunda-feira (26)

Em assembleia realizada na tarde desta sexta-feira (23), os funcionários da fábrica da LG em Taubaté rejeitaram a segunda proposta de indenização feita pela empresa. Com isso, a partir da próxima segunda-feira (26), a greve na unidade deverá ser recomeçada.
Neste segundo acordo sugerido pela LG, a proposta estabelecia o pagamento de verbas rescisórias e uma indenização variável entre R$ 9 mil e R$ 51 mil, de acordo com o tempo de serviço de cada funcionário. Pontos como PLR (Participação nos Lucros e Resultados) e extensão do plano de saúde até 31 de janeiro de 2022 também estavam incluídos.
Após a rejeição da proposta indenizatória, os funcionários, em conjunto com o Sindicato dos Metalúrgicos, aprovaram a retomada da greve para o início da próxima semana.
Entenda o caso
Por conta de informações que começaram a circular no mercado sobre uma possível venda da divisão de celulares da LG, os trabalhadores da fábrica em Taubaté entraram em greve no dia 26 de março alegando um “cenário de incertezas” em relação ao futuro dos empregos.
No dia 5 de abril, a fabricante sul-coreana, em comunicado global, informou o encerramento da divisão mundial de celulares, alegando prejuízo na casa dos 4 bilhões de dólares.
No dia seguinte, em reunião com o Sindicato dos Metalúrgicos, a empresa afirmou que pretendia levar a linha de notebooks e celulares de Taubaté para Manaus, com a justificativa de que na capital amazonense os incentivos fiscais seriam melhores do que no estado de São Paulo.
Com isso, após a recusa de uma primeira proposta de indenização redigida pela empresa, os funcionários da fábrica de Taubaté entraram em greve no dia 12 de abril. Entretanto, após uma audiência de conciliação no TRT (Tribunal Regional do Trabalho), os funcionários suspenderam a greve e retomaram as reuniões com a empresa.
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