Trabalhadores da GM de São José votam pela continuidade da greve

Produção está 100% parada desde sexta-feira (20); diz sindicato

Escrito por: Rodrigo Ribeiro3 min de leitura
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Paralisação foi iniciada na última sexta-feira (20)

Tanda Melo/SindMetal/SJC

Em assembleia realizada na manhã desta quarta-feira (25), pelo Sindicato dos Metalúrgicos de São José dos Campos, os trabalhadores da unidade da GM (General Motors) na cidade, aprovaram a continuidade da greve, iniciada na última sexta-feira (20). A informação é do diretor sindical, Luiz Carlos Prates, o Mancha.

“Os trabalhadores votaram pela continuidade da greve, aprovaram a proposta apresentada ontem (24), pelo TRT (Tribunal Regional do Trabalho), de Campinas e decidiram cruzar os braços em casa”, conta Mancha. Desde o início da paralisação, a greve vinha acontecendo com os trabalhadores dentro da montadora, com revezamento de funcionários e representantes do sindicato.

Os trabalhadores da montadora estão em greve desde a última sexta-feira (20), quando a empresa informou, em reunião acontecida na última quinta (19), a intenção de colocar 798 colaboradores em regime de layoff por dois meses sem a garantia da estabilidade de emprego após este período.

Nesta terça-feira (24), uma audiência entre a GM e o Sindicato dos Metalúrgicos de São José dos Campos terminou sem acordo. Segundo o sindicato, a empresa manteve a proposta de layoff por dois meses para 798 funcionários, sem a garantia de estabilidade de emprego.

A audiência aconteceu no TRT, em Campinas. O desembargador Lorival Ferreira dos Santos propôs a adoção de layoff por cinco meses, com mais três de estabilidade no emprego, aos funcionários. A proposta foi aceita pelo Sindicato, mas recusada pela GM.

Segundo Mancha, na assembleia desta quarta-feira, os trabalhadores também aprovaram uma carta que será enviada para a presidente Dilma Rousseff. “Queremos uma reunião com a Dilma. A GM assim como as outras montadoras, receberam uma série de incentivos fiscais e até agora nós vimos uma omissão por parte do governo”, diz.

“O Ministério do Trabalho ia buscar uma intermediação e até agora não vimos nenhuma posição, nós queremos uma reunião com a Dilma, ela recebe a Anfavea (Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores), os empresários e vira as costas para os trabalhadores”, conclui Mancha.

O Sindicato vai entrar com recurso na 2ª Vara do Trabalho de São José dos Campos para derrubar o interdito proibitório que a GM conseguiu na Justiça. O instrumento judicial tem como objetivo inviabilizar a greve, o que, de acordo com a classe dos trabalhadores, viola o direito de paralisação.

Política
Já a GM afirma que a greve tem caráter político, pois o Sindicato dos Metalúrgicos  tem eleições para a presidência marcadas para terça e quarta-feira. No pleito, a atual diretoria, ligada à Conlutas, disputa a presidência com sindicalistas filiados à CUT e à CTB.

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