Treinamento de Força na Adolescência

Os esportistas em geral, apresentam menor incidência de lesões

Escrito por: Meon Redação5 min de leitura
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Treinamento de Força na Adolescência (Cia Athletica)

Os esportistas em geral, apresentam menor incidência de lesões

Cia. Athletica

Atualmente, o treinamento de força para crianças e adolescentes é consistentemente recomendado pelo American College of Sports Medicine , pela American Academy of Pediatrics e pela National Strength Conditioning Association. Muitos dos mitos antigamente citados foram recentemente derrubados pela abundância de estudos científicos favoráveis e pela escassez de estudos que efetivamente demonstrem proceder às especulações sobre riscos de aumento de lesões ou diminuição de crescimento em crianças e adolescentes praticantes de musculação. Não existem evidências de que a musculação para adolescentes seja tão perigosa quanto a mídia em geral costuma apresentá-la Como em qualquer atividade física alguns riscos existem, mas são poucos e facilmente evitáveis.

Segundo o ACSM, deve-se enfatizar que o treinamento de força é uma forma de condicionamento físico especializada, diferente dos esportes competitivos conhecidos por Levantamento Básico ou Fisiculturismo, onde os indivíduos tentam levantar o máximo de peso possível em uma prova. O treinamento de força se refere a um programa sistemático de exercícios desenhados para aumentar a capacidade individual de exercer ou resistir à força. Desenhados e supervisionados apropriadamente, os programas de treinamento para jovens podem não somente melhorar a força muscular, como também aumentar as habilidades motoras de fitness (correr, saltar) e a performance esportiva.

O treinamento para hipertrofia tem sido frequentemente apontado como indesejável para adolescentes com a justificativa de que possa produzir lesões . Entretanto, força, potência e resistência musculares são qualidades de aptidão altamente benéficas e aumentam junto com o maior volume dos músculos esqueléticos. O aumento da taxa metabólica e uma melhor capacidade homeostática bioquímica dependem diretamente da massa muscular. Os exercícios com baixas repetições oferecem a melhor associação de qualidades possíveis de serem estimuladas pela musculação, além de maior segurança cardiovascular. Por essas razões, pessoas idosas, debilitadas e convalescentes estão atualmente sendo orientadas em treinamento para hipertrofia. Não há evidências sugestivas e não é sensato imaginar que adolescentes não possam fazer o mesmo que fazem os idosos.

Nos USA, onde 45 milhões de pessoas se exercitam regularmente com pesos, menos de 1% das consultas médicas em serviços de emergência são devidas a lesões em treinamento com pesos. Além disto, a maioria das lesões ocorrem nos levantamentos de peso competitivos e não no treinamento com pesos. Lesões graves das epífises ósseas e fraturas são muito raras. Estatísticas mostram que lesões como as distensões de músculos e ligamentos podem ser precipitadas pelo uso de cargas excessivas, treinamento mal orientado e equipamento mal projetado. Cargas excessivas em musculação são aquelas que impedem a execução correta dos movimentos, sendo a sua utilização um erro técnico primário, detectado por qualquer instrutor. A incidência de lesões é infinitamente maior quando esforços excessivos são freqüentes e inevitáveis, nas atividades competitivas como o futebol e outros jogos com bola. Tais esforços produzem muito mais lesões do que a musculação mas a mídia não parece estar preocupada com elas.

O tão falado prejuízo ao crescimento estatural dos adolescentes praticantes de musculação é freqüentemente apresentado como um risco do que chamam de “excesso de musculação”. Não há como definir o que seja “excesso de musculação”. Na realidade, excesso de treinamento é o que deve ser evitado, pois a atividade física excessiva de qualquer tipo pode diminuir a produção dos hormônios sexuais, causando o “over-training” ( o ganho de massa muscular diminui e pode ocorrer atraso no desenvolvimento das características sexuais secundárias). Todos os técnicos e professores bem formados sabem que o excesso de treinamento deve ser evitado para que possa ocorrer aumento adequado de massa muscular. Assim sendo, excesso de treinamento não é comum na musculação, sendo muito mais freqüente em outras atividades esportivas ou mesmo recreacionais. No caminho contrário, em um estudo de 10 meses envolvendo garotas de 9 e 10 anos de idade, a densidade mineral óssea aumentou 6,2% nas que praticaram exercícios de força e exercícios aeróbicos, comparadas ao aumento de 1,4% daquelas que não fizeram o treinamento de força (Morris et al, 1977).

A verdade das estatísticas mostra que os esportistas em geral, incluindo crianças, apresentam menor incidência de lesões em suas modalidades quando estão protegidos pelo fortalecimento muscular induzido pelo treinamento com pesos. Os tendões são fortalecidos pelo treinamento para hipertrofia e as rupturas às vezes apresentadas por atletas em esforço máximo são, provavelmente, devidas ao uso de anabolizantes. De acordo com o ACSM, 50% das lesões esportivas que acontecem em pré-adolescentes poderiam ser prevenidas, em grande parte, envolvendo os jovens em programas de força e condicionamento ( ACSM 1993).

Quanto ao interesse dos jovens e adolescentes pela prática da musculação, não há como questionar, basta verificar a ocupação do espaço See Ya nas unidades Rio de Janeiro, Granja Vianna e Curitiba e a grande frequência de adolescentes nas salas de musculação de toda a rede. Sem dúvida alguma, o treinamento de força é uma das opções mais democráticas nesta faixa etária, pois não há competitividade, não há exclusão dos menos habilidosos e cada jovem pode com tranquilidade treinar na direção do seu maior objetivo, seja ele emagrecer, ficar mais forte, ter maior desempenho esportivo ou simplesmente estar com os amigos enquanto entra em forma!

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