V Mundial organizado por alunos de instituto e convidados da rede pública simula situações de conflito

Estudantes organizaram comitês temáticos, simularam debates, conduziram coletiva de imprensa verossimilhante

Escrito por: Meon Redação4 min de leitura
fundo_placeholder-023136

A Câmara dos Deputados, a Unicef, dois comitês de guerra (um capitalista e um socialista) e a OMS (Organização Mundial de Saúde) tiveram os debates da atualidade simulados por alunos do Projeto Escola do Instituto Alpha Lumen e de alguns da rede pública de São José dos Campos convidados para o V Mundial. O evento contou a parceria do Itaú Social, do ICBEU e do apoio da Unesco e do Itamaraty.

Decorrido em dois dias, sexta-feira, 21, e sábado, 22, o V Mundial exigiu dos alunos ampla pesquisa sobre os pontos apresentados para simulação nos grupos temáticos e em coletiva de imprensa – também simulada. A Câmara dos Deputados, por exemplo tratou de temas difíceis até mesmo para políticos profissionais e de carreira, como a demarcação de terras indígenas.

Além das questões de suma importância para os povos originários, os alunos desempenharam papel valioso como delegados em debates de temas complexos, como: cyberbullying, gabinete de guerra e conflitos internacionais, crises dos mísseis, guerra fria, a antiga Iugoslávia, o papel da imprensa em conflitos sócio-históricos, o SUS (Sistema Único de Saúde). Esses e tantos outros temas foram abordados em profundidade, em dinâmica com cobranças e apresentação de resoluções.

Em coletiva de imprensa, alunos desempenharam o papel de fontes oficiais e autoridades mundo afora, enquanto outros, eram os jornalistas, em conjectura, de grandes veículos da imprensa mundial.

À aluna Sofia Fabro coube a tarefa que na vida real perpassa o episódio do depoimento do fundador do Facebook, hoje, grupo Meta (também detentor do Instagram e do WhatsApp, Mark Zuckerberg, em depoimento ao Senado dos Estados Unidos. No mundo real, Zuckerberg fora acusado de usar as redes sociais que controla para vender dados de usuários ou manipular debates político-ideológicos com intenção de influir em disputas eleitorais não só nos Estados Unidos, como também em outros episódios de geopolítica. Na simulação, Sofia teve a tarefa de isentar de responsabilidade uma rede social acusada do efeito manada, da construção de uma realidade distópica a partir de narrativas das redes sociais e o efeito disso em larga escala.

Segundo as alunas Victoria de Oliveira Nascimento e Bruna Whaterly, diretoras de imprensa do V Mundial, os trabalhos foram construídos com a orientação dos professores, mas também com muito empenho individual de cada estudante em desempenhar o seu papel. Bruna relata que “já participa do evento há quatro anos. Agora, tem a tarefa de ajudar a construir o Mundial como diretora do evento”.

“Os alunos se inscrevem para participar e são escolhidos para desempenhar atividades específicas como delegado, representante de alguma instituição ou autoridade política de algum país”, explica Victoria.

Emocionada, a professora Paula Scarpeto discorreu em fala de encerramento que “tem muito orgulho de todos vocês (estudantes). Acho que uma das coisas mais bonitas do Mundial é isso, é inspirar as outras pessoas. O bonito do Mundial é que vocês (alunos) têm o protagonismo de resolver as situações de vocês”.

Paula, formada em relações internacionais, trabalha há cinco anos com o Mundial. Ela explica que o evento tem “reconhecimento da ONU (a real). Todos os alunos saem com certificado de participação da Organização. O Mundial também é reconhecido pela Unesco e o Itamaraty, que faz questão de mandar livros para os estudantes”.

O ex-aluno do Projeto Escola do Alpha Lumen, Daniel Filho, de 20 anos, já foi jornalista destaque do evento. “O Mundial me ajudou muito a estruturar as ideias, a me formar como pessoa e principalmente agora no trabalho. Te ajuda a aprender a argumentar. O evento te dá outra visão, você aprende a olhar os outros pontos de vista. Te ajuda a entender outros lados”, opina.

Para Marcos Diniz, diretor do Instituto, “o Mundial é uma grande passagem nas nossas vidas. Essa é a essência. Que a gente possa ter projeto e possa passar o bastão pra que outros carreguem e cresçam junto. Muito obrigado a diretora-fundadora do Alpha Lumen, Nuricel Villalonga, pela oportunidade de trabalhar em prol da educação.”

Ademais, depois de dois dias de muito trabalho e dedicação, toda a equipe do Instituto Alpha Lumen ressalta a pluralidade de conhecimentos e a liberdade para os alunos solucionarem os conflitos. O Projeto Escola do Instituto Alpha Lumen tem alunos de alto desempenho reconhecidos em todo o Brasil. A seleção para o projeto ocorre anualmente por meio de prova. Os interessados devem ficar atento ao site do Instituto, no qual são comunicados os períodos de inscrição (https://alphalumen.org.br/).

Tags:mancheterotativoPublicado em: