Ainda em greve, servidores dos Correios farão dia de protesto solidário com doação de sangue
Os carteiros de todo o Brasil foram convidados a fazer a doação na quinta-feira


Parte dos servidores dos Correios ainda se mantém em greve e deve participar de um dia de protesto solidário na próxima quinta-feira (27) segundo o Sintect (Sindicato dos Trabalhadores da Empresa Brasileira de Correios Telégrafos e Similares).
Nesta segunda-feira (24), representantes do sindicato na RMVale fizeram uma assembleia e votaram pela permanência da greve na região. Depois da reunião, os participantes fizeram uma passeata pelo centro de São José dos Campos.
A união nacional dos sindicatos que representam os trabalhadores dos Correios decidiu fazer um dia de protesto solidário. Carteiros de todo o Brasil serão incentivados a comparecerem em hemocentros para doar sangue e permanecerem de greve no dia.
O Sintect da RMVale informou que esta fazendo contato com os hemocentros da região para alinhar as doações.
Por conta da continuidade da greve, mesmo após tentativa de negociação, os Correios informaram que um Dissídio Coletivo de Greve foi ajuizado no Tribunal Superior do Trabalho. Confira a nota na íntegra:
“Tendo em vista não haver acordo com as entidades representativas, mesmo os Correios tendo se colocado à disposição para negociar o Acordo Coletivo de Trabalho 2020/2021, e que foi decretada paralisação parcial, a empresa ajuizou, nesta terça-feira (25), o Dissídio Coletivo de Greve no Tribunal Superior do Trabalho.
Desde o início de julho, os Correios tentaram negociar com as entidades representativas dos empregados os termos do ACT. Dando continuidade às ações de fortalecimento de suas finanças e consequente preservação de sua sustentabilidade, a empresa apresentou uma proposta que visa a adequar os benefícios dos empregados à realidade do país e da estatal.
Os Correios ressaltam que os vencimentos de todos os empregados seguem resguardados e os trabalhadores continuam tendo acesso, por exemplo, ao benefício Auxílio-creche e aos tíquetes refeição e alimentação, em quantidades adequadas aos dias úteis no mês, de acordo com a jornada de cada trabalhador.
Estão mantidos ainda – aos empregados das áreas de Distribuição/Coleta, Tratamento e Atendimento -, os respectivos adicionais.
A paralisação parcial da maior companhia de logística do Brasil, em meio à pandemia da COVID-19, traz prejuízos financeiros não só aos Correios, mas a inúmeros empreendedores brasileiros, além de afetar a imagem da instituição e de seus empregados perante a sociedade.
Os Correios têm preservado empregos, salários e todos os direitos previstos na CLT para os empregados. A empresa aguarda o retorno dos trabalhadores que aderiram ao movimento paredista o quanto antes, cientes de sua responsabilidade para com a população, já que agora toda a questão terá seu desfecho na justiça.”
A greve
A greve dos servidores dos Correios começou na terça-feira passada, dia 18 de agosto, e foi motivada pela alteração em alguns direitos como 30% do adicional de risco, vale alimentação, licença maternidade de 180 dias e auxílio creche, entre outros, segundo o sindicato.
A principal intenção era pressionar a Justiça para conceder uma decisão favorável no julgamento da manutenção do Acordo Coletivo de Trabalho – onde estariam definidos os benefícios. O julgamento foi feito na sexta-feira (21) passada e o parecer foi contrário ao sindicato – o que motivou a permanência da categoria na greve.
Por nota, os Correios informaram que não houve corte dos benefícios e que “[…] têm preservado empregos, salários e todos os direitos previstos na CLT, bem como outros benefícios dos empregados”.
Confira a nota na íntegra:
“Sobre as negociações para o Acordo Coletivo de Trabalho, os Correios têm preservado empregos, salários e todos os direitos previstos na CLT, bem como outros benefícios dos empregados.
Os Correios ressaltam que os vencimentos de todos os empregados seguem resguardados e os trabalhadores continuam tendo acesso, por exemplo, ao benefício do auxílio-creche e aos tíquetes refeição e alimentação, em quantidades adequadas aos dias úteis no mês, de acordo com a jornada de cada trabalhador.
Estão mantidos ainda – aos empregados das áreas de Distribuição/Coleta, Tratamento e Atendimento -, os respectivos adicionais.
A paralisação parcial da maior companhia de logística do Brasil, em meio à pandemia da COVID-19, traz prejuízos financeiros não só aos Correios, mas a inúmeros empreendedores brasileiros, além de afetar a imagem da instituição e de seus empregados perante a sociedade.
Os Correios esperam que os empregados que aderiram ao movimento paredista, cientes de sua responsabilidade para com a população, retornem ao trabalho.”
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