Após mudanças, Pinda ainda tem protestos no Pronto Socorro
A Saúde de Pindamonhangaba é alvo da maior parte dos protestos na cidade. Após o anúncio de mudanças na estrutura e processo de atendimento, a Prefeitura ainda enfrenta reclamações quanto ao atendimento. No Centro, o posto de saúde recebe críticas sobre a assistência, a demora e a falta de médicos.

A Saúde de Pindamonhangaba é alvo da maior parte dos protestos na cidade. Após o anúncio de mudanças na estrutura e processo de atendimento, a prefeitura ainda enfrenta reclamações quanto ao atendimento. No centro, o posto de saúde recebe críticas sobre a assistência, a demora e a falta de médicos.
Com uma população estimada em 157.062 habitantes em 2013, a cidade conta com 27 unidades públicas, contra 40 unidades particulares, de acordo com o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).
O crescimento do município obrigou a administração a acelerar as melhorias, mas o investimento não acompanhou o ritmo, o que gerou irritação e frustação entre os moradores, que já chegaram a esperar uma hora pelo atendimento. Maria Aparecida Teixeira de Moraes Santos, 49, acompanhou a mãe de sua vizinha de 84 anos ao PS. “Ela ficou quase uma hora esperando”, destacou.
Além das reclamações, a população critíca a ordem do atendimento. De acordo com a direção do Pronto Socorro, o trabalho tenta conscientizar a população de que há casos de urgência que não envolvem riscos iminentes à saúde e de emergência, que envolvem todos e quaisquer riscos ao paciente. A proposta do PS é que a população procure o serviço somente em caso de emergência, para evitar a demora no atendimento.
Outra paciente, que preferiu não se identificar, comentou que espera por uma cirurgia há quase dois anos. Ela contou que um dos empecilhos foi a gravidez, mas após marcada a cirurgia, soube que médico está afastado. Ela então, terá de esperar mais dez dias para operar.
Para separar o atendimento de adultos e crianças do Pronto Socorro, a prefeitura de Pindamonhangaba pediu, em junho, a desapropriação do antigo prédio do Pronto Atendimento da Unimed, localizado no bairro São Benedito, para a implantação do Pronto Socorro Infantil.
O Executivo emitiu um projeto de lei, que solicita a suplementação de verba de aproximadamente R$5,3 milhões, aprovado pela Câmara na última sessão. De acordo com a secretária de Saúde, Sandra Tutihashi, esta é uma das medidas que a administração municipal está tomando para descentralizar a demanda do Pronto Socorro e obter mais espaço para as melhorias necessárias no atendimento.
A reportagem do Jornal Atos conversou com a diretoria do PS, mas não obteve autorização para gravar entrevista.
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