Após reclamações, ambientalistas pedem para MP fiscalizar a Revap
Chama alta e barulho assustam moradores da zona leste de São José


Moradores vizinhos da refinaria relatam ter medo dos barulhos vindos da Revap
Divulgação/Petrobras
Ambientalistas de São José dos Campos pretendem ingressar com uma representação no Ministério Público para vistoriar a Revap (Refinaria Henrique Lage) por causa das chamas altas e barulhos que assustam a comunidade, na zona leste de São José dos Campos.
O professor e ambientalista José Moraes Barbosa afirma que as chamas altas têm sido frequentes, deixando a comunidade apreensiva. “Vamos ingressar com uma representação no Ministério Público para vistoriar a Revap e solicitar providências, ou até mesmo uma intervenção”, disse.
O ambientalista afirma que os órgãos competentes devem tomar providências urgentes para evitar acidente.
Na última segunda-feira (6), moradores vizinhos da Revap se assustaram com a chama alta e barulhos intensos da refinaria durante a madrugada. A Petrobras informou por meio de nota que intensidade da tocha estava alterada por causa de um procedimento de rotina que teve início na noite de domingo (5).
A Cetesb (Companhia Ambiental do Estado de São Paulo), responsável pela fiscalização de agentes poluidores, informou que a empresa não foi multada na segunda-feira já que a chama estava dentro das especificações de segurança, apesar de mais intensa que o normal.
Sandra Santos é moradora do Jardim Diamante há 35 anos e conta que, no último mês, os barulhos e cheiros estão cada vez mais intensos. “Parece que tem um avião passando por cima da casa […] Na segunda, eram 7h e o bairro já tinha cheiro de enxofre”, relata. Sandra conta ainda que tem medo de uma possível ‘explosão’ na refinaria.
Renato Randow, morador do bairro Vista Verde, conta que entre setembro e outubro de 2017 fez diversas reclamações sobre os estrondos vindos da refinaria, que faziam as portas e janelas de sua casa tremer. Renato relata ainda que há cerca de cinco dias “ao invés da tocha estar soltando labaredas amarelas (como o normal), estava uma chama fina e constante azul”.
Em outubro de 2018, a Revap recebeu seis autuações do Ministério Público do Trabalho por falhas em vistorias e irregularidades nas inspeções de áreas potencialmente explosivas da unidade.
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