Com 291 notificações de catapora, Taubaté fica em estado de alerta
O número crescente de casos de catapora registrados em 2014 preocupa pais de alunos da rede municipal de educação de Taubaté. Em levantamento divulgado pela Secretaria de Saúde, a cidade contabiliza 291 casos de crianças, entre 1 e 5 anos, que foram infectadas pela doença. Há também o registro de 196 casos em maiores de 6 anos, […]

O número crescente de casos de catapora registrados em 2014 preocupa pais de alunos da rede municipal de educação de Taubaté. Em levantamento divulgado pela Secretaria de Saúde, a cidade contabiliza 291 casos de crianças, entre 1 e 5 anos, que foram infectadas pela doença. Há também o registro de 196 casos em maiores de 6 anos, incluindo 20 notificações vindas de outras cidades.
Outras sete crianças da sala da minha filha estão com catapora. É preciso orientação da prefeitura
Sandra Vilartamãe de aluna
Apesar da secretaria descartar a hipótese de epidemia na cidade, os casos registrados neste ano já se igualam ou ultrapassam os dados de todo ano passado. Em 2013, a Secretaria de Saúde registrou 294 casos em crianças, de 1 a 5 anos. Outras 117 notificações ocorrem em pessoas maiores de 6 anos.
Sandra Vilarta, coordenadora financeira e mãe de uma menina que frequenta creche municipal, pede ampla divulgação dos sintomas da catapora. “Em um primeiro momento minha filha apareceu com umas picadinhas e achei que seriam apenas por conta de insetos, mas me confundi. Infelizmente, a levei para a escola sem saber que estava com catapora e outras crianças da sala acabaram se infectando”, diz Sandra.
A filha de Sandra retornou à escola na última semana, mas a coordenadora afirma estar atenta para os sintomas. “Outras sete crianças da sala da minha filha estão com catapora e estou atenta. É preciso orientação da prefeitura”.
Segundo a assessoria de imprensa da Prefeitura de Taubaté, os aumento de casos registrados são característicos dessa época do ano, o que não caracteriza surto. “Esses casos estão espalhados pela cidade, não é localizado e nem caracteriza epidemia, são acontecimentos restritos a unidades escolares, situações isoladas. A doença pode ocorrer durante todo o ano, mas se intensifica no inverno e primavera”, informa nota da prefeitura.
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