Com baixo estoque de medicamento, Estado distribui mais Tamiflu
Jacareí e S. José receberam tamiflu; Taubaté ainda está com baixo estoque


Hospitais priorizam pacientes em quadros graves
Flavio Pereira/Meon
Com a alta demanda de atendimentos referentes ao vírus H1N1, o Governo do Estado de São Paulo está efetuando a redistribuição do medicamento tamiflu, usado no tratamento da doença, para as cidades do Vale do Paraíba que estão com o estoque no “vermelho”.
De acordo com a Secretaria Estadual de Saúde, a nova remessa do medicamento está disponível no DRS (Departamento Regional de Saúde), em Taubaté, para a retirada desde esta terça (5). No entanto, o governo não revelou quanto de medicamento será fornecido. A compra do tamiflu, segundo a pasta, é de responsabilidade do Ministério da Saúde.
Em Taubaté, o estoque foi repassado no início da semana, mas mesmo assim a prefeitura considera o estoque como “muito baixo”. A situação é preocupante já que a cidade está com 21 pacientes com quadros compatíveis com SRAG (Síndrome Aguda Respiratória Grave). A utilização dos medicamentos está sendo priorizada para pacientes graves e internados nos hospitais Policlin, Regional, São Lucas, Hospital Universitário e no pronto-socorro da cidade.
Jacareí também recebeu o medicamento nesta terça (5). Segundo a Secretaria de Saúde, o lote para atendimento aos pacientes é considerado suficiente para o atendimento aos pacientes. O tamiflu é distribuído para pacientes com receita médica expedida tanto por profissionais da rede municipal de Saúde como da rede privada. A medicação está disponível na Farmácia do Ambulatório de Infectologia. Hoje, a cidade está com 15 casos suspeitos.
Em Caraguatatuba, a Secretaria de Saúde informou que recebeu nesta quarta (6) o Tamiflu para os casos de Influenza A e B. Foram 1.250 comprimidos de 75 mg. A cidade não recebeu Tamiflu de 45 mg nem de 30 mg (dose infantil). A distribuição é realizada no CEM (Centro de Especialidades Médicas), UPA (Unidade de Pronto Atendimento) e Casa de Saúde Stella Maris, com a apresentação de receituário médico. A administração informou ainda que o estoque supre a atual demanda. Na cidade, foram registradas 10 notificações do H1N1, até o momento. Um caso foi confirmado, três são negativos e os outros seis estão em investigação.
Já em São José, a situação do estoque do Tamiflu também é preocupante. A Secretaria de Saúde solicitou ao Estado mais 20 mil comprimidos. De acordo com a prefeitura, o estoque é de apenas 650 comprimidos. Cada paciente faz uso de 14 comprimidos, por sete dias consecutivos.
“Essa quantidade é pequena. Portanto, um ofício foi encaminhado às unidades de saúde reforçando as orientações para que a prescrição do Tamiflu seja feita de forma bastante criteriosa: apenas para pacientes com a forma mais grave da doença ou para aqueles que estão com a gripe sem gravidade, mas têm doenças crônicas associadas, o que pode aumentar os riscos”, disse o secretário de Saúde de São José, Paulo Roitberg.
Gerenciamento
Ainda segundo o Estado, os municípios devem realizar o gerenciamento dos estoques. “Vale ressaltar que todas as solicitações do mês de março dos municípios da região foram atendidas em totalidade. Cabe, no entanto, aos municípios gerenciarem seus estoques de Oseltamivir, conforme a demanda. É importante ressaltar que, caso necessário, os municípios podem solicitar novas remessas e o pedido será repassado pelo Estado ao Ministério da Saúde”, informa trecho da nota da Secretaria Estadual de Saúde.
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