Deputados da RMVale comentam retorno do voto impresso em 2018
Congresso derrubou veto de Dilma contra a proposta nesta quarta-feira (18)


Flavinho (à esquerda) e Cury votaram contrários ao veto de Dilma
Montagem/Meon
O Congresso Nacional derrubou nesta quarta-feira (18), o veto da presidente Dilma Rousseff (PT) ao voto impresso para conferência na urna eletrônica, previsto no projeto de lei da minirreforma eleitoral (PL 5735/13). Na votação da Câmara, foram 368 deputados contra e 50 a favor do veto. Já no Senado, o placar foi de 56 a 5.
A sessão do Congresso -quando deputados e senadores se juntam em uma mesma sessão- normalmente acontece para tratar de assuntos “mais relevantes”, como a aprovação ou derrubada de vetos do governo.
De acordo com o projeto, fica determinado o uso do voto impresso nas urnas eleitorais para conferência pelo eleitor, sem contato manual, assim como para posterior auditoria. A regra entrará em vigor nas próximas eleições gerais, em 2018.
Os dois representantes da RMVale no Congresso, os deputados Eduardo Cury (PSDB) e Flavinho (PSB), votaram contra o veto de Dilma Rousseff. Ambos, logo após a votação, postaram vídeos na internet falando sobre a derrubada ao veto.
“Em votação histórica, o Senado também aprovou a obrigatoriedade do voto impresso pra conferir se por acaso tiver alguma tentativa de fraude nas urnas eletrônicas. Foi um processo difícil. Nós da Câmara já tínhamos aprovado e a luta foi para o Senado”, disse Cury.
Segundo o deputado, os senadores ainda tiveram uma orientação inicial do PT (Partido dos Trabalhadores) para aprovarem o veto. “Mesmo com uma orientação do PT e com veto da Dilma, a Câmara e o Senado aprovaram a garantia do voto impresso para as urnas eletrônicas. O Brasil torna-se mais transparente e as eleições desta forma serão mais legítimas”, comentou.
“Pesquisas mostram que a cada 10 brasileiros, sete queriam ter a garantia do voto impresso, nós conseguimos derrubar esse veto e, a partir de 2018, as eleições terão voto impresso como confirmação do voto. É uma forma de termos uma democracia mais concreta e lisura na apuração dos votos também”, disse o deputado Flavinho.
“Nas últimas eleições, ficou toda uma questão se realmente o voto valeu, se não teve “mutreta” nas urnas e a gente ficou com a “pulga atrás da orelha”. Agora, a partir de 2018, as eleições terão o voto impresso, que será mais uma informação para qualquer dúvida. Os próprios TSE (Tribunal Superior Eleitoral) e TRE (Tribunal Regional Eleitoral) terão essa possibilidade de averiguar os votos”, conclui Flavinho.
O veto
De acordo com a Câmara dos Deputados, o veto ao voto impresso foi recomendado pelo TSE devido aos custos de sua implementação, calculados em R$ 1,8 bilhão para a aquisição de equipamentos e as despesas de custeio das eleições.
Posts Relacionados

Novo credenciamento vai reforçar equipes de enfermagem nas UBSs

‘Fitness Rosa’ expande ações preventivas ao câncer de mama

Polícia prende suspeito de matar homem com bloco de concreto em Taubaté
