Em um ano, região realiza 55 casamentos homoafetivos
Escolher o vestido, a cor do buquê, fazer a lista de convidados. Esse seria apenas mais um retrato de casamento se o casal não fosse do mesmo sexo. Há um ano o sonho tornou-se realidade para 20 casais de São José dos Campos e outros 33 de Taubaté, desde a lei que aprovou a legalização da união homoafetiva, em 2013.


André e Sérgio: foram os primeiros no país a casar no civil
Reprodução/Facebook
Escolher o vestido, a cor do buquê, fazer a lista de convidados. Esse seria apenas mais um retrato de casamento, se o casal não fosse do mesmo sexo. Há um ano, esse sonho tornou-se realidade para 22 casais de São José dos Campos e outros 33 de Taubaté, desde a lei que aprovou a legalização da união homoafetiva, em 2013.
Emídia e Mariana, de São José dos Campos, vão realizar o sonho no próximo dia 7. As noivas, que vivem juntas há seis anos, decidiram se casar para comemorar a conquista. “Moramos juntas há seis anos e é claro que não me sinto menos casada pela falta de um papel. No entanto, conquistar nosso direito civil veio com muita luta e nós decidimos ser parte disso”, explica Emídia.
Antes da lei, casais do mesmo sexo só podiam realizar uniões estáveis, mas isso não os permitia ter o mesmo direito que casais heterossexuais, como herança, pensão e até ser declarado como dependente em plano médico.
Luiz André e José Sérgio tinham uma união estável, mas, depois da decisão do STF (Supremo Tribunal Federal) de igualar a união ao casamento, o casal buscou a Justiça e hoje estão oficialmente casados. O episódio foi em 28 de junho de 2010, em um cartório de Jacareí. Eles foram os primeiros do país.
“Muito além da realização de um sonho, foi a conquista da nossa cidadania e o estopim para que outros sonhos fossem realizados. Nós viramos uma nova página na história e conseguimos vencer séculos de preconceito”, conta André, que é militante do movimento LGBT. O casal está junto há 12 anos e casados há três.
Apesar do respaldo da lei, o público LGBT ainda tenta vencer o preconceito de quem não aceita sua forma de amar. É o caso de Maximiliano Galvão, que teve de recorrer à justiça e venceu um processo contra a empresa Ericsson por homofobia e assédio moral. O metalúrgico é casado com o farmacêutico Augusto Galvão há dois anos.
“A oficialização do nosso amor foi uma vitória. Além disso, é ele quem me apoia depois de tudo que eu passei. É muito bom não ter que passar por isso sozinho”, desabafa Maximiliano.
Contra o preconceito
Neste sábado (17), em comemoração ao Dia Internacional de Luta Contra a Homofobia, Taubaté realiza a 1ª Marcha Taubaté Sem Homofobia. O evento é promovido pela Casa Mulher e Vida, instituição de apoio a portadores do vírus HIV na cidade. Além da passeata, serão realizados debates e exposição fotográfica sobre o tema.
A concentração da marcha será na praça Santa Terezinha a partir das 10h, com início previsto para às 11h. Da praça, os manifestantes seguirão pela rua Visconde do Rio Branco com destino à Praça Monsenhor Silva Barros.






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