Empresários precisam se programar para pagar 13º salário e evitar dívida
A pouco mais de dois meses para o pagamento da primeira parcela do 13º salário dos funcionários, é hora de micro e pequenos empresários da RMVale checarem como anda o planejamento financeiro para que o gasto não signifique prejuízos no final do ano. Quem ainda não se preparou precisa se apressar para evitar ter de recorrer aos empréstimos bancários e, consequentemente, o pagamento de juros.


Ideal é economizar 8,3% do salário de cada funcionário por mês
Patrícia Cruz/A2FOTOGRAFIA
A pouco mais de dois meses para o pagamento da primeira parcela do 13º salário dos funcionários, é hora de micro e pequenos empresários da RMVale checarem como anda o planejamento financeiro para que o gasto não signifique prejuízos no final do ano. Quem ainda não se preparou precisa se apressar para evitar ter de recorrer aos empréstimos bancários e, consequentemente, o pagamento de juros.
De acordo com o Sebrae-SP, o ideal é que os empreendedores já separem, desde o início do ano, um fundo de reserva para arcar com essas despesas trabalhistas. O consultor de Finanças do Sebrae-SP, Eduardo Nascimento, explica que 8,3% do salário de cada funcionário é uma porcentagem indicada para chegar com folgas no final do ano.
“Chamamos essa medida de provisionamento, que é exatamente se precaver durante o ano para gastos fixos extras, como é o 13º salário, por exemplo. Para ter uma ideia do quanto se economiza, o empresário que começar a poupar a partir de setembro, ao invés de economizar os 8,3%, vai precisar guardar 50% do valor correspondente ao salário de cada funcionário”, afirma.
O consultor garante que o provisionamento, mesmo que feito agora, é ainda mais vantajoso do que buscar recursos em empréstimos bancários. De acordo com o especialista, apesar de contar com linhas de crédito especiais para o pagamento do 13º, as instituições financeiras cobram juros altos e os custos extras acabam interferindo também no planejamento do próximo ano.
“Nesse cenário, em 2015 o empreendedor vai ter que arcar com os juros das prestações e ainda fazer a reserva de valores para evitar que a situação se repita no fim do ano”, explica.
Dificuldade
Proprietário da padaria Doce Delícia, em São José dos Campos, o empresário Breno Alves Ribeiro Filho conta que economiza com dificuldades o montante extra que garante o 13º salário dos 46 funcionários que mantêm no estabelecimento. A conta é simples, a cada mês, Ribeiro Filho reserva o equivalente ao salário de seis funcionários para garantir uma folga financeira no fim do ano.
“É muito difícil para o empreendedor chegar nessa condição, até porque estamos sujeitos a algumas dificuldades durante o ano. Por exemplo, depois de passarmos por uma reforma ainda não conseguimos estabilizar nosso capital”, diz o empresário, que recorreu ao empréstimo bancário no final do ano passado espera não precisar repetir a dose este ano. “Comecei tarde, mas vou conseguir juntar o dinheiro”.
Empréstimos
Outra dica do consultor do Sebrae-SP é avaliar se a empresa vai precisar de um empréstimo do banco para saldar as despesas com o salário extra. Isso porque, com mais tempo de negociação, os prejuízos de recorrer ao empréstimo podem ser minimizados. “Dessa forma o empresário consegue ir a um número maior de instituições, comparar propostas e chegar em condições mais favoráveis”, conclui Nascimento.
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