Escola sem Censura x Escola sem Partido: veja o que dizem os lados

Especialista afirma que discussão é disputa ideológica

Escrito por: Meon Redação2 min de leitura
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https://www.youtube.com/watch?v=kCp4pBPoMPE

A discussão entre ‘Escola Sem Partido’ e ‘Escola Sem Censura’ está mais acesa do que nunca em São José dos Campos. De um lado os adeptos defendem a ‘não doutrinação’ ideológica no ambiente escolar. Do outro, os apoiadores defendem a liberdade de expressão, ensino e pluralismo de ideias no ambiente escolar.

Mauro Castilho, Doutor em História da Educação, afirma que não é de hoje a discussão entre liberdade de ensino e preservação de valores no âmbito escolar. O professor explica que o debate esta na raiz da política e educação brasileira.

“Em 1932 foi publicado um manifesto dos ‘pioneiros da nova educação’ inspirado nos princípios da escola democrática americana. Os professores da época defendiam que a escola deveria ser laica, obrigatória e que meninos e meninas deviam estudar juntos. E o manifesto encontrou oposição de conservadores”, explica Mauro.

Sobre a atual discussão, o professor afirma que é mais uma disputa ideológica entre esquerda e direita do que sobre a qualidade da educação. “A maioria das pessoas que defendem o ‘Escola Sem Partido’, tem essa posição porque são contra a esquerda”, comenta.

Mauro finalizou dizendo que existem problemas e questões de maior importância e urgência sobre a educação para serem discutidas como a formação, salário e carga horária dos professores e a educação de tempo integral.

Discussão na Câmara de São José

No início do ano, o ‘Escola sem Partido’ foi barrado na câmara de São José pelo Ministério Público Federal por inconstitucionalidade. Porém, o projeto continua em andamento em nível federal e passa por comissão especial.

Na contramão, o ‘Escola sem Censura’ foi protocolado e lido em São José pelo vereador Wagner Balieiro (PT) nesta quinta-feira(23). A sessão foi acompanhada de protestos, discussões e confusão entre os manifestantes de direita e esquerda. O projeto passará pelas comissões de justiça e educação e tem até o dia 6 de dezembro para emendas.

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