Funcionários da LG fazem carreata contra demissões na fábrica em Taubaté

Em nota, a LG informou que respeita os atos de protesto dos funcionários e que mantém diálogo aberto com o sindicato

Escrito por: Fernanda Niquirilo2 min de leitura
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Na manhã desta sexta-feira (16), funcionários da LG realizam uma carreata em protesto pelo fim da produção na fábrica em Taubaté.

De acordo com o Sindicato dos Metalúrgicos, os funcionários se reuniram por volta das 7h30 e a manifestação começou por volta das 8h30, quando eles deixaram a porta da fábrica e seguiram em carreata pelas ruas da cidade. Ainda de acordo com o Sindicato, cerca de 200 carros e motos se concentravam em frente à prefeitura por volta das 10h.

Na tarde desta sexta-feira, o Sindmetau irá participar de uma audiência do TRT (Tribunal Regional do Trabalho) para representar os trabalhadores. A sessão será realizada por videoconferência por conta da pandemia.

A audiência foi marcada após a LG ajuizar um dissídio coletivo de greve no TRT. O dissídio é instaurado quando não há acordo na negociação direta entre trabalhador e empregador.

O que diz a LG

Em nota, a LG informou que respeita os atos de protesto dos funcionários, que mantém diálogo aberto com o sindicato e que vai ao TRT na reunião sobre a greve nesta sexta-feira (16).

Entenda o caso

Em janeiro deste ano começaram a circular informações no mercado e na imprensa sul-coreana sobre uma possível venda da divisão de celulares da LG. O Sindicato acionou a empresa, mas recebeu ofícios com respostas evasivas. Um pedido de reunião com o presidente da LG também não foi atendido.

Diante do cenário de incertezas, em 26 de março, os trabalhadores aprovaram o estado de greve. No dia 5 de abril, a fabricante sul-coreana disparou um comunicado onde informava o encerramento global da divisão de celulares, alegando que a área acumulava um prejuízo de 4,1 bilhões de dólares.

No dia seguinte, em reunião com o sindicato, a empresa informou que pretende levar a linha de notebooks e celulares de Taubaté para Manaus. A LG alega que na capital do Amazonas terá incentivos fiscais, o que não ocorre no estado de São Paulo.

Após reuniões com o sindicato, a empresa apresentou uma proposta de indenização aos trabalhadores. Mas o pacote foi rejeitado em assembleia no dia 12 de abril. Os funcionários aprovaram então uma greve por tempo indeterminado.

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