Itens para Cestas de Natal e Ano Novo ficarão 10% mais caros em 2015

Vendas ficarão abaixo do esperado para setor supermercadista

Escrito por: Adeline Daniele2 min de leitura
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20141107_supermercado_(Divulgação/Sincovat)

Mercadorias ficarão 10% mais caras neste ano

Divulgação/ Sincovat

A crise política e econômica pela qual o país atravessa também influenciará na mesa da ceia neste Natal e Ano Novo.

Isso porque segundo a APAS (Associação Paulista de Supermercados), os itens mais comprados para as festas neste período devem ficar 10% mais caros em 2015.

De acordo com a associação, o preço dos panificados em geral variou em 8% entre janeiro e outubro deste ano. A alta impactará até nos brindes: o valor dos espumantes deve subir em 10%.

O peru e o chester devem ficar 7% mais caros e outros itens como castanhas, nozes e frutas secas apresentaram alta entre 7% a 10%. O azeite, que chegou a ficar 13,4% mais barato entre janeiro e outubro, deve ficar 15% mais caro.

Já os chocotones e panetones aumentarão entre 7% a 10%. Ainda assim, a associação espera que eles vendam 10% a mais que no ano passado.

Baixa nas vendas

Com preços tão altos, não haverá crescimento para os supermercadistas neste ano. Apesar de prever um crescimento de 7% em relação a 2014, os supermercados paulistas terão um volume de vendas abaixo das expectativas.

De acordo com a APAS (Associação Paulista de Supermercados), o número é baixo em relação ao crescimento expressivo que o setor vinha apresentando nos últimos anos. E mesmo assim ele ainda poderá superar outros segmentos e o PIB brasileiro para 2015, que terá uma queda de -2% a -3%.

Segundo a associação, nos nove primeiros meses do ano passado os supermercados cresceram 6,22% em suas vendas, valor abaixo da inflação do período.

Apesar disso, é esperado um aumento nas vendas de panetone e chocotone de 10% em relação a 2014. Para a associação, essa alta impactará positivamente o setor. “O panetone tem vendas expressivas nesta época do ano. E neste não será diferente. Mesmo com aumento médio esperado entre 7% e 10% nos preços do produto, as vendas se manterão aquecidas”, afirmou em nota o gerente do departamento de Economia e Pesquisa da APAS, Rodrigo Mariano.

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