Jovens contam como têm mantido a fé e driblado obstáculos da Covid-19

“Acredito que esse tempo é propício para o nosso crescimento espiritual, afinal, nossa fé talvez nunca tivesse sido colocada tão a prova como agora”, afirma uma das meninas

Escrito por: Nicole Almeida3 min de leitura
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Arquivo Pessoal
Jovens se encontram todas as quartas-feiras. (Arquivo Pessoal)

Com a pandemia do coronavírus e medidas para conter o avanço da Covid-19, as igrejas precisaram se renovar para manter as tradições. Para se adaptar a nova realidade, as reuniões religiosas passaram a acontecer de forma online, através de transmissões em redes sociais, lives e encontros virtuais.

Natalia Galvão Chira tem 24 anos e é líder da célula Feminina da Juventude Eleve, da Igreja da Cidade em São José dos Campos. Ela conta que desde que foi decretada a quarentena, em março, o grupo de jovens meninas fazem reuniões semanais através de aplicativos de vídeo, como o Zoom, Google Meeting e Skype.

“Nesse tempo, as pessoas precisam de apoio, precisam ter umas às outras. A célula online é uma oportunidade de continuar levando esperança e amor para as pessoas de que dias melhores virão”, afirma.

Através das reuniões, feitas todas as quartas-feiras, ela conta que o grupo formado por aproximadamente 20 meninas, estuda temas voltados ao período em que estão vivendo como igreja, fazem pedidos de oração e conversam sobre as emoções vividas neste momento de vulnerabilidade.

Antes da pandemia, as jovens já se encontravam toda a semana, mas as reuniões aconteciam pessoalmente na casa de alguma delas. Até o momento, não há previsão de retorno para as atividades presenciais.

Arquivo Pessoal
Antes da pandemia, as jovens já se encontravam pessoalmente uma vez por semana. (Arquivo Pessoal)

Natalia comenta que sente falta do contato com as meninas, mas que o momento está sendo muito enriquecedor e gratificante para todas elas.

“A gente gosta de fazer os encontros online porque continuamos cuidando uma das outras. Tratamos muito das nossas emoções e cuidados com ela. Nesse tempo, as pessoas precisam de apoio e ter umas às outras”, diz.

Renata de Castro Bento participa da paróquia Nossa Senhora Aparecida, no bairro Parque Interlagos em São José.

A jovem de 17 anos conta que estava acostumada a participar de grupos semanais para rezar, dançar e partilhar a palavra de Deus, e que no novo cenário, chegou a ter momentos de dificuldades.

“Digo particularmente por mim, mas acredito que seja uma realidade pra muitos a dificuldade que está sendo superar esse baque na fé”. Por outro lado, ela afirma, “Acredito que esse tempo é propício para o nosso crescimento espiritual, afinal, nossa fé talvez nunca tivesse sido colocada tão a prova como agora, então, esse é o momento exato para crescermos espiritualmente e mantermos nossa fé viva”.

Durante o inicio da quarentena, o grupo de jovens realizou as primeiras reuniões online para decidir o que poderiam fazer para manter os participantes do grupo envolvidos mesmo a distância, para que não houvesse uma dispersão das pessoas da igreja, conta Renata.

Pensando nisso, o grupo fez uma conta no Instagram, para postar jogos, desafios e atividades com conhecimentos básicos religiosos, como por exemplo vídeos de como rezar o terço, para manter a comunicação com todos os participantes.

Reprodução/Redes Sociais
Reprodução/Redes Sociais

“Devemos manter os pensamentos positivos e acreditar que que tudo vai melhorar, para isso devemos pontuar também as coisas boas que tudo isso nos está trazendo, como por exemplo a possibilidade de mais momentos de orações juntos, por meio de lives durante a semana relacionadas a temas como família, espiritualidade e outros”, conclui.

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