Justiça condena empresa de Taubaté a pagar indenização para funcionária que foi vítima de racismo e humilhação
Segundo consta na ação, dois superiores passaram fita crepe nos pulsos e braços da mulher e “desfilaram com ela pela linha de produção”


A Justiça do Trabalho condenou uma empresa de Taubaté, que atua no ramo da industria automobilística, a indenizar uma ex-funcionaria em R$ 180 mil, após ela ser vítima de racismo e humilhação.
A decisão foi proferida nesta terça-feira (12), em segunda instância, e ainda cabe recurso ao Tribunal Superior do Trabalho. Em primeira instância havia sido fixado indenização no valor de R$ 620 mil, levando em conta que a empresa é de grande porte.
A funcionária trabalhou na empresa entre 2002 e 2015; o caso aconteceu em 2005. Segundo consta na ação, dois supervisores passaram fita crepe em seus pulsos e braços e “desfilaram” com a mulher pela linha de produção, alegando que todos deveriam saber o que se faz com “empregado fujão”. O episódio teria ocorrido porque ela saiu mais cedo no dia anterior.
A ação ainda dá conta de um episódio em que a mulher foi alvo de assédio moral e racismo, no qual um de seus chefes a parabenizou por ser dia do negro, no Dia da Consciência Negra.
O próprio autor confirmou a declaração, como consta na ação, mas disse não se recordar de ter se dirigido diretamente a ex-funcionária. O supervisor ainda pontua que conhece pessoas negras em seu âmbito familiar e social e que elas foram igualmente parabenizadas.
A desembargadora Luciane Storel, acredita que a empresa extrapolou o nível de relacionamento saudável e de civilidade com a funcionária, e que as atitudes denotam existência de humilhação e racismo no ambiente de trabalho.
O Meon entrou em contato com a empresa AutoLiv, que informou que nesse momento, não vai se pronunciar a respeito do assunto.
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