Polícia Civil de São Sebastião faz operação contra fraudes tributárias

Ação apreendeu carros de luxo e bloqueou R$ 132 milhões

Escrito por: Rubens Baracho2 min de leitura
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Uma operação conjunta da Polícia Civil de São Sebastião e do Ministério Público de São Paulo (MP-SP) desmontou, nesta sexta-feira (28), um esquema de fraudes tributárias que atuava em diferentes cidades do Estado de São Paulo e também em Santa Catarina. A ação resultou na apreensão de 10 veículos de luxo, no bloqueio de três imóveis e no congelamento judicial de R$ 132 milhões pertencentes a um grupo investigado por comercialização de notas fiscais falsas.

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De acordo com o delegado Tadeu Castro, do Centro de Inteligência Policial, o grupo criminoso abastecia um sistema de créditos tributários fraudulentos por meio da venda de notas frias. O esquema atingiu diversos postos de combustíveis, que utilizavam os documentos falsificados para justificar movimentações irregulares.

A investigação teve início após a denúncia de um posto de combustíveis de São Sebastião, que identificou notas suspeitas recebidas durante operações comerciais. A apuração policial revelou que o esquema se estendia por outras cidades do interior paulista e também alcançava o município de Itajaí, em Santa Catarina.

Apreensões e bloqueios

Entre os veículos apreendidos, estão modelos avaliados em alto padrão:

1 Porsche

2 caminhonetes Toyota Hilux

1 Ford Ranger

1 Mercedes-Benz

Além dos automóveis, três imóveis foram bloqueados judicialmente: um haras na região de Limeira, um imóvel em Araras (SP) e uma residência em Itajaí (SC). Os mandados foram cumpridos simultaneamente por sete equipes em São Paulo e uma em Santa Catarina.

Fraude digital

A investigação também apontou que o grupo fraudou certificados digitais pertencentes a duas empresas certificadoras. Esses certificados eram utilizados para dar aparência de legalidade ao esquema tributário, servindo como base para emissão e circulação das notas fiscais irregulares.

Com o avanço das diligências, a Justiça autorizou o bloqueio de R$ 132 milhões do grupo apontado como responsável pelas fraudes. As investigações continuam para identificar todos os envolvidos e mapear a extensão dos prejuízos ao sistema tributário.

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