Mãe e padrasto acusados de agredirem bebê de seis meses em Caçapava seguem em liberdade provisória durante julgamento
A criança segue internada no Hospital Regional em São José


A Justiça determinou que a mãe e o padrasto, ambos de 24 anos, acusados de agredirem um bebê de seis meses em Caçapava, vão permanecer soltos enquanto durar o julgamento do caso. O casal alega que a criança se engasgou com o leite e as lesões teriam sido causadas pelas manobras para ressuscitar a criança. O bebê segue internado no Hospital Regional de São José dos Campos.
A princípio, a SSP (Secretaria de Segurança Pública) afirmou que os suspeitos do caso era o padrasto e um amigo, mas alterou a informação e afirmou que a mãe e o padrasto são os investigados.
De acordo com a Polícia Civil, o caso aconteceu na noite do último sábado (24), na Rua Agenor Ferreira dos Santos, no bairro Aldeias da Serra em Caçapava. A mãe teria informado que deixou o bebê com o namorado, enquanto ia tomar banho; quando ela voltou encontrou a criança estava engasgada.
A dupla acionou o SAMU (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência) na cidade, onde os socorristas fizeram manobras para fazer o bebê voltar a apresentar os sinais vitais. Por conta da gravidade do caso, a criança foi levada para o hospital da cidade. Por lá, a equipe médica suspeitou das lesões da criança e acionou a polícia.
O bebê precisou ser transferido para o Hospital Regional, em São José dos Campos, onde segue internado. Não há informações sobre o estado de saúde da criança.
A polícia registrou o caso como tortura e prendeu tanto o padrasto quanto a mãe em flagrante. A criança está sob a tutela da avó materna.
Apesar da prisão, a Justiça realizou uma audiência de custódia ainda na tarde de domingo (25) e concedeu liberdade provisória a mãe e ao padrasto. De acordo com uma nota do TJ-SP (Tribunal de Justiça de São Paulo) a soltura do casal foi “vinculada ao compromisso de comparecimento a todos os atos do processo e de manter atualizado o seu endereço”.
Apesar de não confirmar oficialmente o motivo de liberar o casal, uma foto que seria do processo envolvendo o casal que circula nas redes sociais afirma que a soltura aconteceu já que não há provas que afirmem com clareza que o casal tenha torturado a criança. Na foto da decisão o texto afirma que “não há, por ora, elementos comprobatórios que tenha havido algum tipo de conduta (…) que possa ter resultado nas lesões verificadas pela equipe médica que atendeu a criança no Hospital Regional”. O TJ-SP foi questionado sobre a veracidade da imagem, mas não respondeu ao questionamento.
O caso segue sendo investigado pela Polícia Civil.
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