Modalidade de sequestro relâmpago assusta moradores do Urbanova

Bandidos simulam batida de carro para render as vítimas

Escrito por: João Pedro Teles2 min de leitura
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População pede mais segurança

Divulgação

Uma nova modalidade de sequestro relâmpago tem assustado os moradores do Urbanova, região Oeste de São José dos Campos. Segundo relato de moradores, após escolherem uma vítima de carro, os bandidos simulam uma batida traseira e, quando o motorista deixa o veículo para checar o estrago, os criminosos anunciam o assalto.

Assim que rendem as vítimas, os assaltantes entram a obrigam a dirigir até sua casa, onde roubam pertences e dinheiro. Após a ação, os bandidos fugiriam com o carro roubado sem serem incomodados na cancela do condomínio.

Moradores afirmam que as ações acontecem há cerca de dois meses. O local mais visado é a avenida Possidonio de Freitas, na altura do Hospital do Gaac (Grupo de Apoio à Criança com Câncer). Segundo relatos, os bandidos fazem uma espécie de ronda pela via, andando em baixa velocidade e observando a movimentação.

A blogueira Thay Degasperi, 24 anos, afirma que, por pouco, não foi mais uma das vítimas da ação dos criminosos. Thay relata que, na última semana de dezembro, foi surpreendida por um carro que a perseguiu enquanto voltava para casa.

“Vi um carro meio estranho que acelerou atrás de mim. Àquela altura já tinha conhecimento dos casos de sequestro por causa de um grupo de Whatsapp que mantemos entre os moradores. Desconfiada, arranquei e consegui despistá-los”.

Ela explica que os moradores pedem a instalação de uma guarita nas avenidas mais desertas do bairro. De acordo com a blogueira, a ronda realizada pela Polícia Militar não intimida os bandidos e que é comum identificar veículos suspeitos no local.

“Passam em baixa velocidade e ficam rondando a avenida. Uma amiga, que também mora no Urbanova, já me disse que foi fechada por uma moto com duas pessoas ali na mesma localidade, mas também conseguiu acelerar o carro e deixar os suspeitos para trás”, afirma.

Durante todo o dia a reportagem do Meon procurou contato, sem sucesso, com a Polícia Militar para esclarecer os episódios.

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