MP move ação contra cinco mineradoras de areia em Caçapava
O Ministério Público encaminhou novas ações civis públicas contra cinco mineradoras de Caçapava. O processo movido pelo Gaema (Grupo de Atuação Especial de Defesa do Meio Ambiente) é o mais novo capítulo da exploração irregular das cavas de areia na bacia do Rio Paraíba do Sul na RMVale.


Cavas de areia são alvo de ação do Ministério Público em Caçapava
Flávio Pereira/Meon
O Ministério Público encaminhou novas ações civis públicas contra cinco mineradoras de Caçapava. O processo movido pelo Gaema (Grupo de Atuação Especial de Defesa do Meio Ambiente) é o mais novo capítulo da exploração irregular das cavas de areia na bacia do Rio Paraíba do Sul na RMVale.
Os processos tramitam nas 1ª e 2ª varas civil de Caçapava sob a responsabilidade do juiz André Pasquale Rocco Scavone. Os promotores do Gaema destacam que o tema é de extrema importância para o MP e esperam que novos processos sejam instaurados em breve.
As ações estão embasadas em um levantamento detalhado da atividade de mineração na região feito pelo Ministério Público. Segundo a Promotoria, as cavas irregulares são um problema antigo, que está sendo revisto pelo Governo do Estado com o novo zoneamento minerário.
Dados apurados pelo MP sobre a exploração de areia na RMVale, divulgados no início de maio em São José dos Campos, revelam que das 311 cavas existentes, apenas 22 estão de acordo com o que pede o DNPM (Departamento Nacional de Produção Mineral).
Ao todo, 289 pontos de exploração de areia, em seis cidades da região, estão extrapolando o limite permitido pelo Ministério de Minas e Energia. O estudo do Ministério Público visa fornecer informações mais detalhadas sobre as cavas ao Governo do Estado.
De acordo com o Gaema, o Estado precisa aumentar em 10 milhões a produção de areia na região até 2018 para que a demanda do minério seja suprida. Sem regularização, os promotores temem que a meta não seja alcançada ou que a exploração irregular cresça ainda mais.
Outro lado
Em nota, o Sindareia (Sindicato das Industrias de Extração de Areia do Estado de São Paulo) informou que sobre o levantamento que aponta extração irregular, foi feito um pedido para que o Ministério Público, junto com a CETESB, o DNPM, e a sub-secretaria de energia revejam e alinhem as metodologias empregadas em seus estudos, e que o mesmo deve ser refeito.
O sindicato informa ainda que tem interesse que seja apurada a real situação de todas mineradoras, especialmente suas associadas, para que, em caso de irregularidades, medidas administrativas internas sejam tomadas.
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