Na RMVale, 60 políticos com ficha suja podem ser candidatos nestas eleições

A cinco meses das eleições deste ano, a RMVale conta com 60 candidatos que estão com processos de irregularidades para o período eleitoral e figuram na listagem do TRE (Tribunal Regional Eleitoral), segundo levantamento realizado pelo Meon.

Escrito por: Moisés Rosa3 min de leitura
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Taubaté teve dez candidatos que concorrem às eleições para Câmara

Flávio Pereira / Meon

A cinco meses das eleições deste ano, a RMVale conta com 60 candidatos que estão com processos de irregularidades para o período eleitoral e figuram na listagem do TRE (Tribunal Regional Eleitoral), segundo levantamento realizado pelo Meon.

A listagem envolve candidatos aos cargos de prefeitos e vereadores de 2012 e que ainda não acertaram a regularização. Esses políticos que apresentam restrições podem concorrer às vagas no período eleitoral de 2014, para deputado estadual e federal, e até serem eleitos. No entanto, se perderem o processo que respondem na justiça, eles terão que deixar o cargo.

Na região, Ilhabela é a que apresenta a maior fatia de candidatos com ficha suja; são 20 no total, seguido de Taubaté com dez políticos e nove em Campos do Jordão.

De acordo com o TRE, os casos ainda não julgados estão com recursos sendo analisados pelo juiz eleitoral, dando assim o direito dos candidatos, mesmo indeferidos, de disputarem as eleições.

“O direito processual dá a garantia dos políticos não terem os direitos cerceados com os recursos dos indeferimentos, mas criam outros problemas com a demora nos julgamentos que possuem data. Há uma anomalia nesse processo, pois o moral é julgado e o legal ainda não foi”, afirma o cientista político Maurício Cardoso do Rego.

O especialista avalia que o eleitor é confundido nos processos eleitorais, por conta das diversas manobras políticas. “Isso confunde muito o eleitor, que já está descrente da transparência dos candidatos, desestimulando a participação dos eleitores. Com isso, acabam votando no pior candidato”, ressalta o cientista político.

Por meio de sua assessoria de imprensa, o TRE informa ao Meon que os processos eleitorais são referentes aos registros das candidaturas em 2012 ou por condutas irregulares durante o período da campanha eleitoral.

No entanto, sobre o período para julgar os casos, o órgão ressalta que o candidato insatisfeito com a decisão juiz de 1º grau entra com recurso para a 2ª Instância que é o TRE/SP. E ainda há a possibilidade de levar o recurso à última instância da Justiça Eleitoral, que é o TSE, caso uma das partes (ou ambas) se sentirem insatisfeitas com a decisão do Regional.

Ainda informa que não é possível estipular um prazo máximo para julgamento, considerando que cada processo tem um andamento próprio e assim não há como ter uma expectativa para a conclusão dos casos.

Veja abaixo a lista com os candidatos com processo na Justiça.

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