Nova reunião entre GM e Sindicato termina sem acordo
Na fábrica de São José foram 839 demissões

Foi realizada nesta terça-feira (31), a segunda reunião de Mediação Coletiva de Trabalho entre a GM (General Motors) e os sindicatos dos metalúrgicos de São José dos Campos, São Caetano do Sul e Mogi das Cruzes, na Superinteligência Regional do Trabalho, se encerrando novamente sem acordo.
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A montadora voltou a afirmar que não vai cancelar as 1.245 demissões, sendo 839 em São José dos Campos, realizadas nas três fábricas paulistas. Sem o cancelamento, os sindicatos reafirmaram que a greve vai continuar. Um novo encontro ficou agendado para o dia 9, às 10h.
Na reunião, os sindicatos denunciaram o fato de a GM ter descumprido um acordo assumido na reunião do dia 27, na própria Superintendência do Trabalho. A montadora havia se comprometido a suspender o pagamento das verbas rescisórias de todos os demitidos para que se prosseguissem os diálogos no encontro de hoje. O compromisso está registrado em ata, mas o pagamento já foi depositado.
Antes disso, a empresa havia quebrado os acordos de layoff assinados com os sindicatos de São José dos Campos e Mogi das Cruzes, garantindo estabilidade para todos. Mesmo assim, realizou demissão em massa.
A lista de irregularidades continua. Existe uma decisão do Supremo Tribunal Federal determinando que, antes de realizar desligamento coletivo, qualquer empresa deve abrir negociação com o sindicato da categoria. Em nenhum momento a GM se reuniu com os representantes dos trabalhadores para buscar alternativas às demissões.
Diante do acúmulo de irregularidades, os sindicatos irão cobrar o Governo Federal para que exija da GM o cumprimento dos acordos e respeito à decisão judicial.
“Está claro que não podemos depositar nenhuma confiança na GM. A empresa tratou os trabalhadores com total desrespeito e mostrou que não leva a sério seus compromissos. Não aceitamos que uma empresa multinacional venha em nosso país e trate os trabalhadores dessa forma. Vamos intensificar nossa campanha para pressionar os governos federal, estadual e municipais para que exijam da GM o cumprimento dos acordos e o cancelamento das demissões”, afirma o vice-presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de São José dos Campos, Valmir Mariano.
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