Polícia Militar oficializa aposentadoria de tenente-coronel acusado de matar esposa

Oficial nascido em Taubaté e morador de São José dos Campos responde por feminicídio e fraude processual

Escrito por: Rubens Baracho2 min de leitura
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A Polícia Militar do Estado de São Paulo oficializou nesta quarta-feira (10) a aposentadoria do tenente-coronel Geraldo Leite Rosa Neto, que está preso preventivamente e responde pelos crimes de feminicídio e fraude processual pela morte da esposa, a policial militar Gisele Alves Santana.

Natural de Taubaté e residente em São José dos Campos, o oficial é acusado de matar a esposa com um tiro na cabeça no dia 18 de fevereiro de 2026, na capital paulista. Segundo a denúncia, ele também teria alterado a cena do crime para simular um caso de suicídio.

Com a transferência para a reserva, Geraldo Neto passa a receber seus proventos por meio da São Paulo Previdência (SPPrev), órgão responsável pelo pagamento dos benefícios dos militares inativos do estado. Atualmente, a remuneração do oficial é estimada em cerca de R$ 22 mil mensais.

O ato de aposentadoria foi assinado pelo diretor de Inatividade e Pensão Militar da corporação, coronel Antonio Thomazelli Júnior, formalizando a mudança da folha de pagamento da Polícia Militar para a previdência estadual.

Apesar da aposentadoria ter sido oficializada, a situação funcional do tenente-coronel ainda depende do desfecho dos processos que enfrenta. Ele responde a um Conselho de Justificação da Polícia Militar, procedimento administrativo que avalia a permanência de oficiais na corporação.

Caso a Justiça Militar determine a perda do posto e da patente, a aposentadoria integral poderá ser revista. Nessa hipótese, o benefício deixaria de seguir as regras do sistema de proteção social dos militares e passaria a ser recalculado conforme o regime previdenciário comum, o que poderia resultar em redução significativa dos valores recebidos.

Em nota, a Polícia Militar informou que qualquer eventual corte ou suspensão dos pagamentos depende de decisão judicial definitiva.

“A eventual perda do posto e da patente, bem como impactos sobre remuneração, somente podem ocorrer após decisão definitiva do Tribunal de Justiça Militar do Estado de São Paulo”, informou a corporação.

O caso segue em tramitação na Justiça e o oficial aguarda julgamento das acusações relacionadas à morte da policial militar Gisele Alves Santana.

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