Polícia prende vereador, secretário e 3 servidores públicos em Aparecida

Uma força tarefa montada pela Polícia Civil para cumprir sete mandados de prisão contra um grupo acusado controlar e vender irregularmente pontos de barracas na Feira Livre de Aparecida culminou na prisão do vereador Elcio Ribeiro Pinto (DEM), do secretário municipal de Fiscalização João Luiz Mota, de três servidores municipais e dois homens que atuariam como agenciadores.

Escrito por: Do Meon2 min de leitura
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Uma força tarefa montada pela Polícia Civil para cumprir sete mandados de prisão contra um grupo acusado controlar e vender irregularmente pontos de barracas na Feira Livre de Aparecida culminou na prisão do vereador Elcio Ribeiro Pinto (DEM), do secretário municipal de Fiscalização João Luiz Mota, de três servidores municipais e dois homens que atuariam como agenciadores.

A operação, batizada de Leviatã, teve início na madrugada desta quarta-feira (4) e contou com a participação de 40 policiais e delegados de Guaratinguetá, Aparecida, Lorena e Piquete. Na ofensiva policial, foram apreendidos cerca de R$ 50 mil na casa dos suspeitos.

Os mandados de prisão foram liberados pela Justiça depois que Ministério Público investigou o grupo, que é acusado de peculato e desvio de dinheiro público. Se condenados, a pena varia de dois a 12 anos de prisão. Segundo a Polícia Civil, o grupo chegava a comercializar os pontos de barracas por até R$ 40 mil.

O vereador Elcio Ribeiro Pinto foi o primeiro suspeito detido na operação. Ele estava em casa, na Vila Mariana, quando foi abordado pelos policiais. O secretário João Luiz Mota, que é acusado de favorecimento e cobrança de locais na feira, também foi detido na casa dele, no bairro São Geraldo.

Na casa de dois servidores municipais, que trabalham como fiscais na feira e são acusados de participação no esquema, foram encontrados R$ 31 mil. Os nomes dos servidores e dos outros dois suspeitos presos não foram divulgados pela polícia.

Segundo o delegado de Aparecida, Francisco Fannini Neto, os envolvidos vão responder por diversos crimes. “Foram sete pessoas presas que vão responder por peculato e corrupção pela venda dos espaços na feira”, comenta. 

Ao todo foram cumpridos dez mandados de busca e apreensão. “Teremos dez dias para investigar e apurar a participação dos envolvidos”, afirma o delegado.

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