Prefeitura defende economia de 60% com novo contrato de impressões
A Prefeitura de São José dos Campos divulgou nota de esclarecimento para defender o contrato de cópias e impressões fechado com a empresa paulistana Gomac em dezembro de 2013.


Contrato foi alvo de denúncia da bancada de oposição na Câmara
Flávio Pereira/Meon
A Prefeitura de São José dos Campos divulgou no final da tarde de terça-feira (3) nota de esclarecimento para defender o contrato de cópias e impressões fechado com a empresa paulistana Gomac em dezembro de 2013.
O documento foi enviado após a bancada de oposição ingressar no Ministério Público e no Tribunal de Contas do Estado com denúncia de suposto superfaturamento de R$ 7 milhões no contrato.
No texto enviado pela assessoria de imprensa a administração afirma que o novo contrato trouxe vantagens econômicas e de qualidade ao serviço quando comparado ao anterior, firmado pela administração de Eduardo Cury (PSDB).
De acordo com os dados apresentados no documento, no contrato anterior o governo tucano teria feito o pagamento de 12.253.208 cópias, das 43,9 milhões contratadas, sem utilizar efetivamente os serviços. A nota ainda explica que o gasto mensal médio com o novo contrato é de R$ 358,14 por impressora, enquanto no anterior o valor era de R$ 573,09.
“Se aplicarmos o valor por impressora do antigo contrato (R$ 573,09) no número atual de equipamentos (561), teríamos um gasto mensal de R$ 321.503,49. Esse valor é 60% maior do que o gasto atual de R$ 200.914,63”, afirma a nota.
Um sistema integrado de gestão das cópias é outro argumento apresentado pela prefeitura para defender o contrato novo. O sistema diminui o número de impressões e, como o pagamento é feito de acordo com o que se imprime, o balanço é de que já teriam sido economizados R$ 727,5 mil nos primeiros seis meses de contrato.
Denúncia
Para a bancada de oposição, o contrato da prefeitura com a Gomac apresenta um preço unitário de cópias muito superior ao praticado no mercado e nos contratos da própria empresa com outros órgãos, como os cartórios eleitorais, por exemplo, onde o preço pago é de R$ 0,036. A diferença nos valores entre os contratos chegaria, no total, a R$ 7 milhões.
A prefeitura rechaça a possibilidade de superfaturamento. De acordo com nota enviada já no dia em que a denúncia foi publicada, a administração do PT afirma que o PSDB teria distorcido informações sobre o custo-benefício do contrato.
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