Pressionada, Dersa promete melhorar travessia entre Ilhabela e S. Sebastião
Após audiência pública para discutir atrasos e condições de conservação das balsas que fazem a travessia entre Ilhabela e São Sebastião, a Dersa (autarquia que administra a travessia) enviou um ofício à Câmara de Ilhabela com uma série de respostas solicitadas durante o evento, que aconteceu em 16 de abril.

Após audiência pública para discutir atrasos e condições de conservação das balsas que fazem a travessia entre Ilhabela e São Sebastião, a Dersa (autarquia que administra a travessia) enviou um ofício à Câmara de Ilhabela com uma série de respostas. O diretor de operações, João Henrique Poiani assina o documento que responde questões polêmicas como aumento da frota e a implantação de um sistema exclusivo para os pedestres que realizam a travessia.
De acordo com a autarquia, uma solicitação foi enviada para que a Diretoria de Portos e Costas viabilize o aumento da capacidade de transporte da embarcação. A Dersa afirma que, nos horários de maior demanda como às 18h, vão ser disponibilizadas duas embarcações.

Fila para fazer a travessia chega a durar cinco horas durante feriados
Divulgação
Sobre a solicitação da travessia especial para pedestres, que vigorou entre 2003 e 2006, a empresa afirmou no documento que o fim do serviço foi motivado por cobranças da própria população, que pedia o transporte gratuito para pedestres.
Terminais
Outra solicitação apresentada durante a audiência pública é a construção de um novo local onde os pedestres podem aguardar para realizar a travessia. De acordo com Poiani, existem projetos para novos terminais de embarque previstos para 2014.
Mais uma novidade apresentada no documento é a implantação de catracas eletrônicas para contagem de pedestres. As medidas, segundo a Dersa, fazem parte de um plano para melhorias e modernização para curto, médio e longo prazo que vão ser apresentados nos próximos anos.
Descrença
Mesmo com o documento enviado pela Dersa, a Câmara espera mais resultados. “Os problemas nós já conhecemos, queremos soluções”, afirma a vereadora Rita Gomes (PTdoB).
Em feriados como o Reveillon e o Carnaval deste ano, turistas tiveram de encarar filas que chegaram às cinco horas de duração para realizar a travessia.
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