São José, Jacareí e Taubaté têm queda de 22% em homicídios no 1º semestre

As três maiores cidades da RMVale registraram no primeiro semestre deste ano uma queda de 22% nos homicídios dolosos, quando há intenção de matar, em relação aos seis primeiros meses de 2013.

Escrito por: Meon Redação2 min de leitura
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Apesar da queda nas cidades maiores, índices de toda a região continuam sem alteração

Flávio Pereira/Meon

As três maiores cidades da RMVale registraram no primeiro semestre deste ano uma queda de 22% nos homicídios dolosos, quando há intenção de matar, em relação aos seis primeiros meses de 2013.

O levantamento divulgado na tarde desta sexta-feira (25) pela Secretaria de Segurança Pública revela que São José dos Campos, Taubaté e Jacareí, contabilizaram, juntas, 77 assassinatos de janeiro a junho deste ano, contra 99 no ano passado.

Das três cidades, Jacareí teve, com 30%, o maior índice de queda -as ocorrências de homicídio caíram de 33 para 23 no período. Em Taubaté a redução foi de 24%, de 33 para 25 casos, e em São José, a retração foi de 12%, de 33 para 29 assassinatos.

Apesar da redução nas maiores cidades, a região manteve estável o número de ocorrências envolvendo homicídios. Segundo o relatório, nas 39 cidades da RMVale foram 200 assassinatos no primeiro semestre deste ano, contra 203 ocorridos no mesmo período de 2013.

Tendência
De acordo com o ex-secretário nacional de Segurança Pública, coronel José Vicente da Silva Filho, a diminuição da violência nas maiores cidades da RMVale segue uma tendência no Estado. “Exceto uma ou outra oscilação, temos visto que pelo menos os números de assassinatos têm apresentado queda. Isso é fruto de um trabalho mais efetivo da PM e da aplicação de novas tecnologias de investigação da Polícia Civil”, explica.

Entretanto, o especialista alerta sobre a já conhecida escalada de violência nas cidades menores. Para Silva Filho, quando as maiores cidades da região apresentam queda, mas os números no total ainda ficam estáveis, é hora de repensar o policiamento nessas localidades.

“Nessa situação, é mais importante realizar uma análise qualitativa do que quantitativa dos homicídios. A análise deve ser caso a caso para descobrir o foco do problema. Como há menos ocorrências nessas cidades pequenas, a tendência é de um relaxamento no trabalho da polícia. Desta forma, cria-se brechas para que a violência cresça”, conclui.

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