Secretária de Saúde de Guará recomenda que população continue em isolamento social

Maristela Macedo afirmou que cidade deve receber novos leitos para ajudar no combate ao coronavírus

Escrito por: Nicole Almeida2 min de leitura
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Rafaela Silva/Secretaria de Saúde
A cidade não tem nenhum caso de coronavírus confirmado, mas monitora 24 casos suspeitos. (Rafaela Silva/Secretaria de Saúde)

A secretária de saúde de Guaratinguetá, Maristela Macedo, discordou da recente fala do presidente Jair Bolsonaro (sem partido), e continua recomendando que a população da cidade permaneça em casa.

Em entrevista ao Meon, nesta sexta-feira (27), Maristela afirmou:

“A recomendação dos cientistas do mundo todo é que o isolamento social, chamado de tratamento não farmacológico, é a única medida para conter a elevação do número de casos, portanto, vamos nos manter no isolamento social até segunda ordem”.

A cidade não tem nenhum caso de coronavírus confirmado, mas monitora 24 casos suspeitos. Desses, seis estão internados e os demais em isolamento domiciliar, sendo acompanhados pela secretaria de saúde.

Questionada sobre como o município se prepara para atender casos da doença, a secretária alegou que os hospitais já readequaram seus fluxos internos e leitos para atender todos os pacientes e a secretaria recrutou funcionários para acompanhar pacientes que estejam em isolamento domiciliar e para orientar sobre outras dúvidas através a partir dos telefones 2123-2900 ou 98193-1534.

Além disso, disse que já encaminhou ao governo do estado, a disponibilidade de ampliação de 10 leitos na UTI da Santa Casa, 13 no Hospital Maternidade Frei Galvão e 20 na Fazenda Esperança.

“(os novos leitos) terão início de suas atividades assim que as autoridades enviarem os equipamentos, uma vez que o governo federal é hoje, o único detentor da compra, aquisição e aluguel desses equipamentos”, concluiu.

Sobre a afirmação do presidente, nesta quinta-feira (26), sobre o auxílio aos trabalhadores informais durante o período da crise do coronavírus, que pode chegar a R$ 600, ela disse “Isso é uma questão que vai ser tratada pela assistência social, mas com certeza, um impacto positivo considerado que todo município tem cidadãos que necessitam desse auxilio”.

Confira na íntegra o áudio da entrevista:

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