Servidores iniciam greve contra corte no vale-alimentação em Cruzeiro
Cerca de 600 servidores municipais entraram em greve por tempo indeterminado a partir da meia-noite desta segunda-feira (13) em Cruzeiro. A principal reivindicação da categoria é que a prefeitura cancele o projeto que suspendeu o vale alimentação dos trabalhadores que faltarem sem justificativa ou para aqueles que estão em férias.


Servidores municipais iniciam greve por tempo indeterminado em Cruzeiro
Arquivo/Atos
Cerca de 600 servidores municipais entraram em greve por tempo indeterminado a partir da meia-noite desta segunda-feira (13) em Cruzeiro. A principal reivindicação da categoria é que a prefeitura cancele o projeto que suspendeu o vale-alimentação dos trabalhadores que faltarem sem justificativa ou para aqueles que estão em férias.
Os grevistas representam 25% do quadro de funcionários da prefeitura, que tem cerca de 2.400 pessoas. O sindicato espera que mais servidores aderem ao movimento nos próximos dias e informou que vai garantir que ao menos 30% dos trabalhadores da área de saúde estejam disponíveis para o atendimento à população.
“Conseguimos convencer servidores de algumas secretarias e parar totalmente outras. A pasta de obras está 100% paralisada, na saúde, 70% dos servidores aderiram”, conta o presidente do Sindicato dos Servidores Municipais de Cruzeiro, Gilmar de Abreu Alves, que já havia registrado o aviso de greve no início de outubro.
Segundo a prefeitura, com a paralisação foram interrompidos os serviços de varrição e limpeza dos prédios públicos, as demais secretarias seguem com atendimento normal à população. A administração informa ainda que procurou o sindicato na última sexta-feira (10) para negociar um acordo e que não obteve resposta. Em nota, o executivo repudia ainda a ação, onde algumas pessoas, possivelmente grevistas, teriam adulterado cadeados dos órgãos públicos, como escolas, creches e UBSs, para bloquear a entrada dos funcionários. A autoria da ação será apurada.
Alves ressalta que não houve abusos por parte dos sindicalistas. “Estão nos atacando, coagindo os servidores. Mas já fizemos um boletim de ocorrência de preservação de direitos. Queremos o diálogo”, destaca o presidente.
A prefeitura não informou se haverá nova negociação, mas garante que vai procurar a Justiça para forçar o fim da paralisação e restabelecer os serviços públicos. “Em defesa da população, serão utilizados todos os meios legais para a garantia da continuidade dos serviços essenciais”, conclui a nota oficial.
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