Trabalhadores aceitam proposta da GM e encerram greve em São José

Paralisação contra 798 demissões foi iniciada no dia 10 deste mês

Escrito por: Rodrigo Ribeiro2 min de leitura
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Trabalhadores aceitam proposta da GM e encerram greve em São José

Tanda Melo/SindMetal/SJC

Os trabalhadores do primeiro turno da General Motors de São José dos Campos aprovaram em assembleia, na manhã desta segunda-feira (24), a proposta apresentada pela montadora na última sexta-feira (21) e encerraram a paralisação iniciada no dia 10 deste mês. A greve foi iniciada após a empresa anunciar a demissão de 798 empregados.

Nesta sexta-feira, a audiência de conciliação entre a empresa e o Sindicato dos Metalúrgicos de São José dos Campos  terminou com o cancelamento de todas as 798 demissões anunciadas neste mês. A proposta da GM prevê que, ao invés das demissões, os demitidos entrem em regime de lay-off por cinco meses.

Após esse período,  caso haja demissões, os funcionários demitidos receberiam quatro salários nominais como indenização. Os trabalhadores que escolherem se desligar da GM antes do período de lay-off receberiam o valor relativo aos cinco meses da paralisação, mais os quatro salários da demissão.

Além do lay-off, a GM também anunciou um programa de demissão voluntária, cujos termos não foram esclarecidos. Ainda segundo o sindicato, a montadora se comprometeu a não fazer retaliações contra os trabalhadores grevistas desde o dia 10 de agosto.

A proposta ainda será votada pelos trabalhadores do segundo turno da GM de São José, às 14h30, desta segunda-feira.

Outro lado
Em nota, a General Motors informou que “acredita que essa decisão [a proposta] é positiva, mas não resolve a situação de competitividade do Complexo de São José dos Campos visto que a paralisação da operação na fábrica por 12 dias só contribuiu para aprofundar a séria crise que afeta hoje a GM e a indústria automotiva”, diz um trecho do comunicado.

Entenda o caso
No dia 8 de agosto, a montadora demitiu 798 trabalhadores via telegrama alegando que a empresa havia perdido a competitividade ante à crise financeira do setor. Após o anúncio das demissões, os trabalhadores deflagraram greve por tempo indeterminado.

Na última sexta-feira (14), cerca de 2.000 pessoas pararam a via Dutra, na altura do km 146, em protesto contra as demissões. O grupo saiu da fábrica e seguiu até a praça da Igreja São Judas Tadeu.

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