Trabalho voluntário pode ser uma oportunidade de aprendizado
Além do trabalho voluntário tradicional, atualmente, a vontade de ajudar aliada a tecnologia permite que as pessoas sejam voluntárias sem sair de casa.


Paulo durante intercâmbio na Europa
Arquivo Pessoal
O que fazer durante o tempo livre? Que tal um trabalho voluntário? Essa foi a escolha do pesquisador Paulo Fernando Ferreira Silva Filho, 25 anos, que resolveu se dedicar a esse tipo de atividade.
Depois de entrar na faculdade, Filho percebeu que poderia fazer mais pela sua comunidade e por isso entrou para o grupo de trabalho da AIESEC, associação de universitários voluntários que organiza intercâmbios.
O pesquisador não só atuou como presidente da associação, como foi fazer um intercâmbio na Bulgária. O jovem esteve em Sófia, capital do país, onde passou um mês e meio trabalhando como voluntário, dando palestras e apresentando um pouco da cultura brasileira aos estudantes do ensino médio de três escolas da cidade.
“O que eu tiro de melhor é o conhecimento pessoal, eu passei a refletir sobre a minha vida, quem quero ser, o que gosto e o que não gosto. Se envolver faz você se conhecer melhor”, afirma o pesquisador.
Muitas pessoas dizem querer ajudar, mas a falta de tempo ou a distância sempre são os principais obstáculos. Com o projeto, as pessoas podem voluntariar sem sair de casa.
A vontade de ajudar aliada a tecnologia permite que as pessoas façam trabalhos como pesquisas, traduções, diagramações e até mesmo consultorias para auxiliar nas instituições.
“O voluntariado online tem crescido, pois tem algumas vantagens como não precisar se deslocar para a instituição e as atividades podem ser feitas sem sair de casa ou mesmo no trabalho. Qualquer pessoa pode ser voluntário online”, explica Barbara Pettres, consultora de comunicação do portal Voluntários Online.
Barbara afirma que a procura por voluntários on line tem crescido consideravelmente e que o trabalho via Internet é mais eficaz, pois conta com mais jovens, que tem mais habilidade com o computador, até por usá-lo com mais frequência.
“Realizamos uma pesquisa em novembro passado com as ONGs cadastradas e 95% delas disseram querer ter mais voluntários. O importante é fazer alguma coisa que goste”, diz a consultura.

O pesquisador Paulo Filho com grupo de voluntários na Bulgária
Arquivo Pessoal
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