Vereadores aprovam e Sérgio Moro agora é cidadão joseense

Votação unanime na Câmara de São José concede título a juiz da Lava Jato

Escrito por: Marcus Alvarenga2 min de leitura
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Vereadores aprovam e Sérgio Moro agora é cidadão joseense

Apesar do parecer contrário da Comissão de Justiça, vereadores de oposição e situação aprovam título a juiz da Lava Jato

Montagem / Meon – Warley Leite / Meon

Após repercussão na mídia nacional e regional sobre a decisão contrária à concessão do título de cidadão joseense ao Juiz Sérgio Moro, pela Comissão de Justiça e Redação da Câmara Municipal, todos os vereadores de São José dos Campos, seguindo uma tradição da casa, votaram a favor do direito ao título na sessão da noite desta quinta-feira (19).

O relator “ad hoc” da comissão, vereador Wagner Balieiro (PT), havia justificado durante análise da comissão que o juiz não teria prestado serviços ao munícipio, de acordo com a obrigatoriedade do inciso XX do art. 27 da Lei Orgânica Municipal. Porém, uma “tradição” de cumplicidade entre os vereadores foi o fator principal para a totalidade da votação favorável à concessão do título ao juiz da operação Lava Jato, que investiga o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e a presidente afastada Dilma Rousseff.

“A tradição dentro da Câmara de São José dos Campos é de que todos os títulos de cidadão joseense sejam votados por unanimidade pela aprovação. Respeitando a iniciativa de qualquer um dos vereadores. Todos os títulos de cidadão joseense nesta casa até hoje foram aprovados por unanimidade”, explica Balieiro.

A proposta foi uma iniciativa da vereadora do PSDB Dulce Rita, que comemorou a aprovação afirmando ser um ato de grandeza e justiça nomear o juiz Sérgio Moro como cidadão de São José dos Campos. “Existe um Brasil antes e depois do Moro. Ele fez da vida um objetivo de acabar com a corrupção. Os vereadores de oposição reviram o parecer contrário, perceberam que a coisa estava muito mesquinha e fizeram uma justa homenagem”, afirma a vereadora.

Inclusão na pauta
No início da sessão desta quinta (19), a vereadora Ângela Guadagnin (PT) questionou a presidência da Câmara sobre a inclusão do projeto para votação após o parecer contrário da comissão. Segundo o vereador Shakespeare Carvalho (PRB), o regimento interno permite que os projetos de decreto legislativo possam ser votados mesmo com parecer contrário da comissão.

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