Versão apimentada do A7, Audi RS7 acelera forte

A beleza é a marca registrada dos carros que, pelo formato da carroceria, são conhecidos como cupês de quatro portas. E quando eles recebem uma dose alta de esportividade, a fórmula é irresistível. É o caso do Audi RS7, que chegou ao Brasil por R$ 538.360 e tem um motor tão potente que é de deixar a concorrência morrendo de inveja.

Escrito por: Rafaela Borges4 min de leitura
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Audi RS7 (Divulgação/Audi)

Novo modelo da linha A7 do Audi, Audi RS7

Divulgação/Audi

A beleza é a marca registrada dos carros que, pelo formato da carroceria, são conhecidos como cupês de quatro portas. E quando eles recebem uma dose alta de esportividade, a fórmula é irresistível. É o caso do Audi RS7, que chegou ao Brasil por R$ 538.360 e tem um motor tão potente que é de deixar a concorrência morrendo de inveja.

Em relação ao A7, no qual se baseia, se diferencia pelo desenho das rodas, que têm 21″, a grade exclusiva com as inscrição RS e as saídas de escape duplas. Há bancos com formato esportivo, volante achatado e detalhes de alumínio, fibra de carbono e Alcântara.

O que deixa o RS7 mais instigante, porém, não é a bela aparência, mas o que está sob o capô. O topo de linha dos carros preparados da Audi tem um V8 biturbo de 4 litros, que gera 560 cv de potência. Neste modelo, a Audi não usou limitador de velocidade. Com isso, o cupê é capaz de atingir 305 km/h de máxima. É um número de superesportivo “puro sangue”.

Mais impressionante que a potência é o torque de 71,4 mkgf, disponível a partir de baixas 1.750 rpm. Graças a ele e às relações curtas do rápido câmbio automático de oito marchas, o carro acelera de 0 a 100 km/h em 3,9 segundos, conforme a Audi. E estamos falando de um veículo que pesa quase duas toneladas.

Nas retomadas de velocidade em rodovias, se seu carro não for Ferrari ou Lamborghini, dificilmente acompanhará ou deixará para trás o RS7. Principalmente quando se ajustam todos os padrões para o modo Dynamic, que deixa o comportamento do motor mais esportivo e permite ao câmbio fazer trocas em giro mais alto, entre outras funções.

O ronco do V8 não é muito alto. Mesmo com um sistema especial de escapamento, é um pouco frustrante. E não dá para escutar os estalos no câmbio nas reduções de marcha.

O RS7 é equipado com sistema de tração nas quatro rodas.

FICHA TÉCNICA
Preço estimado
R$ 538.360

Motor
4.0 biturbo, V8, 32V, gasolina

Potência
560 cv a 5.700 rpm

Torque
71,4 mkgf a 1.750 rpm

Câmbio
Automático, oito marchas

Comp./Entre-eixos/P. malas
5,01 m/2,91 m/535 l

Carro tem eletrônica em alta
No modo de condução Comfort, o RS7 é como um confortável sedã, deixando doce a vida dos quatro ocupantes. Atrás, só viajam dois, pois há um console no meio do banco. Porém, com amplo espaço para as pernas, ombros e até cabeça.

Já no Dynamic, é alterada também a rigidez dos amortecedores. O carro fica muito duro e é impossível rodar em vias levemente imperfeitas, pois praticamente não há absorção dos impactos com o piso, o que causa desconforto. Porém, nessas condições, até o mais inexperiente motorista é capaz de fazer as mais travadas curvas sem risco de errar – auxiliados pela tração nas quatro rodas e as assistências eletrônicas.

Porém, a distribuição de peso poderia ser um pouco melhor pois, mesmo com todos os seus recursos, o cupê tem tendência a dar escapadas – mas só se o motorista entrar nas curvas em velocidade alta.

Se o condutor quiser conforto associado a respostas melhores nas acelerações e retomadas, basta manter a suspensão em Comfort e os outros padrões em Dynamic.

Merece destaque a posição de guiar, baixa e inclinada, como nos tradicionais esportivos.

Luxo é fundamental neste segmento
Os esportivos “puro sangue”, como modelos de Ferrari, Lamborghini e alguns Porsche, são feitos com foco exclusivo no desempenho. Já os carros de luxo preparados, a exemplo do RS7, têm a função de associar condução apimentada a conforto e sofisticação.

Assim, apesar de grande toque esportivo em seu interior, o RS7 não abre mão do luxo. Além de ter acabamento impecável, capricha na lista de equipamentos de série. Há ar-condicionado central com quatro zonas de temperatura, uma para cada passageiro. O sistema multimídia, com funções projetadas na tela reclinável sobre o painel central, inclui conexão para vários tocadores digitais, toca-DVDs, recepção para TV e navegador GPS.

O sistema de som, de alta qualidade, é da renomada marca Bang & Olufsen. Há um dispositivo que aumenta e abaixa o volume conforme a velocidade do carro.

Em segurança, o carro traz faróis ajustáveis em altura, seis air bags e Head Up Display, um sistema que projeta informações sobre a condução no para-brisa.

Um pacote respeitável para enfrentar rivais muito representativos. Referência no segmento, o Mercedes-Benz CLS 63 AMG tem motor de 557 cv e preço de US$ 251.900 (que equivalem a R$ 563 mil). Já o BMW M6 tem 560 cv em seu V8. Custa R$ 529.950. Na versão Gran Coupé, são R$ 559.950.

O Porsche Panamera Turbo, com carroceria semelhante, tem 520 cv. Porém, é bem mais caro. Custa R$ 899 mil.

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