Versão GTS do 911 está de volta

Ligar para o serviço de emergência 911 é algo muito sério nos Estados Unidos – trotes costumam levar seus autores à cadeia. E o chamado de um 911 deve ser encarado com o mesmo respeito e urgência. Não é todo dia que se tem a chance de acelerar um Porsche desses em estradas que serpenteiam as montanhas da Califórnia e culminam em um belo circuito incrustado no deserto, o Willow Springs, com curvas travadas e uma grande reta que instiga a testar o acerto do sistema eletrônico de suspensão e a força do motor de seis cilindros da nova versão GTS.

Escrito por: Diego Ortiz3 min de leitura
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Ligar para o serviço de emergência 911 é algo muito sério nos Estados Unidos – trotes costumam levar seus autores à cadeia. E o chamado de um 911 deve ser encarado com o mesmo respeito e urgência. Não é todo dia que se tem a chance de acelerar um Porsche desses em estradas que serpenteiam as montanhas da Califórnia e culminam em um belo circuito incrustado no deserto, o Willow Springs, com curvas travadas e uma grande reta que instiga a testar o acerto do sistema eletrônico de suspensão e a força do motor de seis cilindros da nova versão GTS.

Los Angeles reserva muitas surpresas para os visitantes de primeira viagem, mas não é o caso do poder do 911 GTS, que chega ao Brasil no segundo semestre de 2015. Ao dar a partida em um carro como esse, o sorriso surge imediatamente. A unidade avaliada tinha o pacote esportivo Sport Chrono, que inclui suspensão independente 10 mm mais baixa e firme que a convencional, bancos com estrutura de fibra de carbono, freios com discos maiores e controles de largada e dinâmico do chassi.

As curvas que vinham em sequência faziam rondar na mente o mito de que a tração traseira não perdoa exageros nas acelerações. Mas bastaram menos de dois quilômetros para perceber que os controles eletrônicos “sabem” como lidar com o carro e agem precisamente para evitar escorregadas.

O torque de 44,9 mkgf a 5.750 rpm do motor 3.8 é bom e está disponível em uma faixa tão ampla que as marchas utilizadas ficavam entre a terceira e quarta.

Ponto para o ótimo câmbio automatizado de sete velocidades. Apenas na pista, quando foi mais exigida, a transmissão começou a liberar a sexta, aos 250 km/h.

No console central ficam os seletores que permitem optar entre o modo Sport ou Sport Plus, acionar o controle dinâmico dos amortecedores, chassi e aerofólio para deixar o 911 GTS ainda mais “não mão”. A rigidez torcional da carroceria é excelente e mantém o Porsche estável e na trajetória.

A versão conversível “torce” mais e anda um pouco menos que a fechada, por ter 70 kg extras (são 1.495 kg). Mas compensa essa “falha” com charme e sensação de liberdade.

Ficha Técnica
Motor
3.8, boxer, 6-cil., 24V, gasolina

Câmbio
Automatizado, 7 marchas

Potência (cv)
436 a 7.500 rpm

Torque (mkgf)
44,9 a 5.750 rpm

Comprimento
4,59 metros

Largura
1,85 metro

Porta-malas
125 litros

911 GTS
Prós
Conjunto
Bom de guiar, esportivo vai bem em curvas, é esperto tanto na cidade quanto na estrada e agrada pelo visual.

Contras
Espaço
Os bancos traseiros são mera figuração e, como o console central é muito largo, aperta um pouco o motorista.

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