Nunca é tarde para aprender
Não precisamos deixar de ser aprendizes para provar que amadurecemos
E se o salto que tanto esperamos dar dependesse, antes de tudo, daquilo que ainda precisamos aprender? Ao longo da vida, associamos a educação a uma etapa que começa na infância e se encerra com a formação escolar ou acadêmica, como se, depois disso, nos coubesse apenas aplicar o que aprendemos. Mas a vida continua em movimento, apresentando novas perguntas, desafios e possibilidades que nos convidam a ampliar nossos horizontes.
Na maturidade, voltar a estudar, descobrir novas habilidades ou explorar interesses adormecidos são formas de manter viva a curiosidade e reconhecer que ainda temos muito a descobrir. Nesse percurso, a estimulação cognitiva também ganha importância, pois atividades que mobilizam a memória, a atenção e o raciocínio favorecem o exercício dessas capacidades e podem integrar uma rotina de aprendizagem ao longo da vida.
A maturidade nos dá experiência para olhar a vida com outros olhos; a educação nos oferece novas lentes para continuar descobrindo o mundo. Talvez o verdadeiro salto comece quando abandonamos a ideia de que já sabemos o suficiente e nos permitimos explorar caminhos que antes sequer imaginávamos existir.
Não precisamos deixar de ser aprendizes para provar que amadurecemos. Podemos amadurecer justamente porque continuamos aprendendo.

Além do Salto
Pricila de Fátima Alves é psicanalista, educadora e especialista em desenvolvimento humano. Atua na formação de profissionais da educação e no desenvolvimento de metodologias voltadas à aprendizagem, cognição e desenvolvimento integral. Atualmente, coordena projetos pedagógicos na área de Neuroeduca…
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