Bombeiro acusado de matar estudante de medicina em briga de trânsito se apresenta em SP
Justiça decretou prisão preventiva de Marcos Paulo Fujarra

O bombeiro militar Marcos Paulo Fujarra de Oliveira, de 28 anos, indiciado pelo assassinato do estudante de medicina Bruno Hashimura San Juliano, de 23 anos, se apresentou nesta terça-feira (6) em um quartel na cidade de São Paulo. O crime ocorreu após um desentendimento no trânsito em Taubaté, no Vale do Paraíba.
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A prisão preventiva de Fujarra havia sido decretada pelo Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP) na última sexta-feira (2), após recurso do Ministério Público. No entanto, o cumprimento do mandado só pôde ocorrer a partir do final da tarde de terça-feira devido às regras do Código Eleitoral, que proíbem prisões de eleitores desde 5 dias antes até 48 horas após o encerramento do primeiro turno das eleições.
Segundo a defesa do militar, a autoridade policial deverá comparecer ao quartel nesta quarta-feira (7) para formalizar o cumprimento da ordem judicial. O endereço do quartel não foi divulgado por razões de segurança e ordem pública.
Conclusão da Investigação e Tese de Legítima Defesa Descartada
A Polícia Civil concluiu o inquérito policial e indiciou o bombeiro por homicídio qualificado por motivo fútil e por recurso que dificultou a defesa da vítima.
A investigação reconstruiu a dinâmica do crime e afastou a versão sustentada pelo acusado:
- Dinâmica dos Fatos: O bombeiro desceu de seu veículo, quebrou o vidro da porta do motorista do carro do estudante e efetuou quatro disparos de arma de fogo — atingindo Bruno no pescoço, no tórax (dois tiros) e no braço esquerdo. O jovem tentou fugir dirigindo, mas não resistiu aos ferimentos;
- Ausência de Armas: A Polícia Civil desmentiu a alegação de legítima defesa, ressaltando que nenhuma arma de fogo foi encontrada com a vítima ou relatada por testemunhas. Dentro do automóvel de Bruno foi apreendido apenas um canivete retrátil, encaminhado para perícia;
- Depoimentos: Testemunhas presenciais confirmaram a abordagem violenta do bombeiro. A esposa do militar declarou não ter certeza sobre qual objeto a vítima segurava e afirmou não ter visto o momento exato dos tiros;
- Histórico no Trânsito: O relatório policial cita dois registros anteriores de desentendimentos no trânsito envolvendo Fujarra em 2021, nas cidades de Caçapava e São José dos Campos (onde teria sacado uma arma). Ambos os casos foram arquivados sem condenação criminal.
Posicionamento da Defesa
O advogado do militar, Cláudio Rodrigues Moreira, alegou que seu cliente agiu acreditando estar diante de um assalto e reagiu ao ver um objeto metálico que parecia uma arma e a uma suposta tentativa de ataque com faca. A defesa declarou que respeita a decisão judicial e que ingressará com os recursos cabíveis para contestar a prisão preventiva.
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