Influenciadores se posicionam contra fim das bets e divulgam manifesto
Jojo Todynho, Mari Menezes, Jon Vlogs, Apoline e Davi Brito estão entre os nomes que divulgaram manifestação em defesa das apostas online

Influenciadores ligados ao mercado de apostas se posicionaram publicamente contra o fim das plataformas de apostas online no Brasil e divulgaram um manifesto nas redes sociais. O movimento ocorre após o governo federal anunciar novas medidas para restringir as bets e a publicidade relacionada ao setor.
Entre os nomes que divulgaram o manifesto estão Jojo Todynho, Mari Menezes, Jon Vlogs, Apoline e Davi Brito. Segundo a publicação, as novas regras devem afetar empresas de apostas e também criadores de conteúdo que mantêm contratos de publicidade com as plataformas.
A repercussão envolve especialmente influenciadores que utilizam as redes sociais para divulgar casas de apostas. Mari Menezes e Jon Vlogs, por exemplo, são citados na publicação como criadores associados à publicidade de bets.
Jojo Todynho também já havia se manifestado anteriormente sobre o assunto. Em abril deste ano, a cantora afirmou que fazia publicidade para uma casa de apostas legalizada e questionou as críticas direcionadas aos influenciadores que trabalham com o setor.
Novas regras
O posicionamento dos influenciadores ocorre após o governo federal anunciar medidas para encerrar a operação das chamadas bets no país e restringir a publicidade relacionada às plataformas. A medida provisória publicada no Diário Oficial da União prevê o fim da exploração e da oferta de apostas de quota fixa, além da proibição da intermediação e da publicidade das plataformas.
De acordo com as medidas anunciadas, contratos de publicidade já existentes poderão ser executados até 5 de outubro. A partir de 6 de outubro, está prevista a retirada das plataformas do mercado legal brasileiro.
Além da medida provisória, o governo encaminhou ao Congresso um projeto de lei que prevê novas regras e penalidades relacionadas às apostas. A proposta inclui punições para pessoas que divulgarem, promoverem ou realizarem ações de marketing destinadas a incentivar apostas de quota fixa.
Segundo o texto divulgado pelo governo, a publicidade ou promoção de apostas poderá resultar em pena de dois a quatro anos de prisão, além de multa. A proposta ainda precisa ser analisada pelo Congresso Nacional.
As mudanças anunciadas abriram uma série de manifestações de representantes do setor, clubes esportivos, jornalistas e influenciadores, que têm apresentado diferentes argumentos sobre os impactos das medidas e sobre o futuro do mercado de apostas no país.
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