Paraibuna


Há apenas 122 km da capital, Paraibuna é a cidade ideal para os viajantes que gostam de cidades tranquilas e com estilo interiorano paulista. Tradicional, com a praça da matriz, sua arquitetura remete às memórias históricas com suas casas antigas.

O mercado municipal é parada obrigatória para os turistas e é famoso pela cachaça e pelas comidas típicas, como bolinho caipira e doces caseiros. Quem passa por Paraibuna, pode ainda desfrutar da bela paisagem da represa, ainda da rodovia, ou até mesmo ir até ela e praticar atividades de pesca e passeios de barco.

Viajar para Paraibuna é um belo passeio turístico, gastronômico e em algumas datas do ano, a cidade ainda conta com festas tradicionais (em sua maioria, religiosas), rodeios, feiras de artesanato, entre outros.

História

A história de Paraibuna inicia-se em 13 de junho de 1666, quando um grupo de homens, vindos de Taubaté, seguiam pelo Rio Paraíba e resolveram parar próximos à junção dos Rios Paraibuna e Paraitinga para descansar.

Ali, ergueram uma capela em honra ao santo do dia, Santo Antônio – e em ação de graças pela boa viagem que fizeram – e alguns homens se fixaram, dando início a uma povoação.

A fama do local correu atraindo mais pessoas – muitas com o ideal patriótico de povoar novas terras – e tornou-se um ponto estratégico para o pouso de tropeiros e viajantes que iam para o litoral.

Em 07 de dezembro de 1812, Paraibuna é elevada à categoria de Distrito de Paz, em 10 de julho de 1832, à Vila de Santo Antônio de Paraibuna, e finalmente, em 30 de abril de 1857, à cidade.

No princípio, sua economia estava voltada, sobretudo, para a agricultura de subsistência. Mas, esta situação começa a mudar com o surgimento de alguns engenhos de cana-de-açúcar e principalmente, com a introdução da lavoura cafeeira.

Paraibuna viveu o seu auge neste período. Sob forte influência do ciclo do café (1830 – 1870), o município se desenvolveu. A área rural se expandiu, diversas e grandes fazendas foram construídas, assim como, casarões no centro da cidade, que chamam a atenção pela beleza e tamanho.

Em 1835, Paraibuna já registrava cerca de 34 fazendas cafeeiras e 87 sítios de culturas diversas.Com o declínio do café, diversas fazendas passaram por dificuldades. Foi então, que o cultivo do algodão foi introduzido, como uma alternativa de renda.

Paraibuna viveu um período de crise, declínio financeiro e pouca evolução (1890 – 1920).A situação começou a mudar com a implantação do Porto de São Sebastião e a construção da estrada ligando São José dos Campos ao Litoral Norte, e passando por Paraibuna.

A economia voltou-se para a pecuária leiteira – sobretudo, por causa das diversas famílias mineiras que se mudaram para o município. A produção de leite se torna forte, chegando por volta de 1960, aos 50 mil litros por dia.

Mas, a construção da represa de Paraibuna e Paraitinga, neste mesmo ano traria grandes mudanças para o município. Boa parte das terras baixas, as várzeas, foram alagadas, prejudicando de maneira significativa a produção de diversos produtos, inclusive, o leite.

Sem muitas perspectivas de crescimento, uma parcela considerável da população rural deixa o campo em busca de trabalho e melhores condições de vida. Muitos encontram emprego na construção civil, diversos deles, na própria obra da represa – no auge da construção, a obra chegou a empregar cerca de 5 mil pessoas.

O êxodo rural torna-se fato que se comprova pelo número de habitantes na zona rural, que em 1950 era de 15.112 e cai em 1960 para 13.031.Na década seguinte, as obras da represa são concluídas gerando um problema maior ainda. Pois, o que fariam os milhares de homens que perderam seus empregos com o fim da construção?

Muitos retornaram ao campo e buscaram uma alternativa na agricultura. A lavoura de feijão foi a principal, tornando Paraibuna, em 1980, como a maior produtora no Vale do Paraíba.

O tomate e o milho também foram outras opções de investimento.

Na pecuária, os produtores preferiram apostar no gado de corte, que necessita de menos mão-de-obra e aplicação financeira.

Houve um aumento das atividades terciárias – prestação de serviços. O ramo imobiliário teve um grande crescimento, como afirma Celenrozi Santos, em sua dissertação: “os produtores que não se adaptaram aos novos usos do solo, viram no setor imobiliário uma nova forma de recursos, muitos dividiram suas propriedades em chácaras que foram vendidas a outros que viam no ambiente tranqüilo do município uma forma de obter o sossego que não encontram nos grandes centros urbanos”.

As atividades turísticas ganham impulso e passam a ser a grande aposta de desenvolvimento.

Cenário este, que pouco mudou até hoje. A economia atual baseia-se na agropecuária, no beneficiamento de seus produtos, no artesanato e no turismo.

Vídeo



Raio x

Prefeito
Vitor de Cassio Miranda (2017-2020)
População
População estimada [2018]: 18.180 pessoas
População no último censo [2010]: 17.388 pessoas

Trabalho e Rendimento
Salário médio mensal dos trabalhadores formais [2016]: 2,1 salários mínimos
Pessoal ocupado [2016]: 3.180 pessoas
População ocupada [2016]: 17,5 %

Educação
Taxa de escolarização de 6 a 14 anos de idade [2010]: 97,2 %
Ideb – Anos iniciais do ensino fundamental [2015]: 5.9
Ideb – Anos finais do ensino fundamental [2015]: 5.1

Economia
PIB per capita [2015]: R$ 14.041,00
Percentual das receitas oriundas de fontes externas [2015]: 69,7 % Índice de Desenvolvimento Humano Municipal (IDHM) [2010]: 0.719

Saúde
Mortalidade Infantil [2014]: 4,78 óbitos por mil nascidos vivos Estabelecimentos de Saúde SUS [2009]: 4 estabelecimentos

Hino
Terra de Sonho e de encantos mil
Ninho de amor, recanto da felicidade
Em cada rosto há sempre um sorriso em flor
Em cada canto mora a dor de uma saudade
Oh! Quem me dera junto de ti um dia
Viver no doce enlevo em que eu vivia
Naquelas frescas, lindas madrugadas
Com sabiás cantando à beira das estradas.
Debaixo desse céu azul
Concha enfeitada com estrelas de prata
Das noites, na serenata
Se ouvia o som mavioso de uma serenata
E sob os raios virgens de luar
Que são punhais ferindo corações
A fascinação do meu sonhar
Ouvindo essas canções.
Tenho saudade do teu lendário rio
Do Chororão com aquele seu chorar perene
Dos pirilampos com lanterninhas azuladas
Daqueles grandalhões lampiões de querosene
Tenho saudade do Morro do Rocio
Das borboletas de azas esmeradas
E dos sabiás cantando à sombra das ramadas

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Por Redação, em Paraibuna

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