18º Projeta Brasil promove filmes nacionais a R$ 4
É capa da revista Monet, da Net, neste mês de novembro, o Atlas do Cinema Brasileiro. No domingo, 5, completaram-se 121 anos da primeira exibição cinematográfica pública no País. Para lembrar a data, a TV paga está oferecendo uma expressiva oferta de títulos do cinema brasileiro – entre títulos clássicos e obras recentes….


Vladimir Brichta. Como Bingo: ator gravou a peça de propaganda da campanha
Luiz Maximiano
É capa da revista Monet, da Net, neste mês de novembro, o Atlas do Cinema Brasileiro. No domingo, 5, completaram-se 121 anos da primeira exibição cinematográfica pública no País. Para lembrar a data, a TV paga está oferecendo uma expressiva oferta de títulos do cinema brasileiro – entre títulos clássicos e obras recentes. Novembro, há quase 20 anos, também é o mês do cinema brasileiro na rede Cinemark.
Pelo 18º ano consecutivo, a rede promove o Projeta Brasil. Nesta segunda, 13, nas 617 salas dos 83 complexos de cinema da Rede Cinemark espalhados pelo Brasil – e pagando apenas R$ 4 -, o público poderá assistir a 32 longas brasileiros que foram lançados este ano no mercado.
Ao longo desses quase 20 anos, o Projeta Brasil já totalizou 2 milhões de espectadores pagantes. No ano passado, num único dia, foram 100 mil espectadores, o que dá uma média de 1.500 espectadores por sala – número que só os maiores blockbusters da produção nacional podem exibir. Como sempre, a renda arrecadada será totalmente revertida para projetos e programa de incentivo à produção cinematográfica brasileira.
Vladimir Brichta é o “padrinho” do Projeta Brasil de 2017 e você pode ver no YouTube – além das salas do Cinemark – a peça que ele gravou (de graça!) para promover o evento. Brichta interpreta o concorrente do Brasil a uma vaga no próximo Oscar – Bingo, o Rei das Manhãs – e o longa dirigido por Daniel Rezende é um dos filmes que integram a seleção do ano. Outros títulos são – Minha Mãe é Uma Peça 2, de César Rodrigues, o recordista do ano (com Paulo Gustavo, claro), da Downtown Filmes; Polícia Federal – A Lei é Para Todos, de Marcelo Antunez, também da Downtown; D.P.A – Detetives do Prédio Azul, de André Pellenz, da Paris Filmes; Meus 15 Anos, de Caroline Okoshi Fioratti, da Downtown; o já citado Bingo – O Rei das Manhãs, da Warner; Divórcio, de Pedro Amorim, também da Warner; Internet – O Filme, de Filippo Capuzzi Lapietra da Paris; e Lino – Uma Aventura de Sete Vidas, de Rafael Ribas, da Fox.
Para não dizer que a programação contempla somente filmes populares, a lista de 32 títulos (completa, no site da empresa) inclui obras de um perfil mais artístico. Como Nossos Pais, de Lais Bodanzky, da Imovision, foi o grande vencedor do Festival de Gramado, em agosto; Elis, de Hugo Prata, da Downtown, venceu em Gramado no ano passado, e O Filme de Minha Vida, de Selton Mello, da Vitrine, acaba de participar do Festival de Roma, e Sob Pressão, de Andrucha Waddington, da H2O, foi a base da excepcional série da Globo. O Projeta Brasil ocorre em novembro porque há uma corrente que considera o dia 5, data da primeira exibição no País – em 1896 -, como o Dia Nacional do Cinema Brasileiro. Mas há controvérsias.
Para outras correntes, a data de celebração deveria ser o 19 de junho, dia em que foi realizada a primeira filmagem em terras brasileiras – uma “vista” da Baía de Guanabara pelo italiano Alfonso Segreto, em 1898. Para aumentar a confusão, Carlos Adriano fez seu extraordinário curta experimental Remanescências utilizando-se somente dos 11 fotogramas restantes da filmagem pioneira que teria sido feita por Cunha Telles no píer do Rio, e depositada no Arquivo da Biblioteca Nacional em 27 de novembro de 1997. Novembro, o mês, de novo.
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